Cacique DobleRS

4.694 habitantes · IBGE 4303202

IA

Resumo socioambiental

Cacique Doble/RS apresenta um quadro de saneamento básico bastante deficitário frente aos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atinge apenas 36,2% dos domicílios em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 10 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção que essa cobertura praticamente estagnou entre 2016 e 2021 (em torno de 33-34%), com melhora recente apenas em 2022 e 2024. Por outro lado, a perda de água na distribuição caiu de forma expressiva, de 30,8% em 2010 para 21,6% em 2024 (variação de -29,9%), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), embora com oscilação relevante nos últimos anos (mínima de 9,8% em 2023, seguida de alta para 21,6% em 2024), o que sugere instabilidade operacional no sistema.

No manejo de resíduos sólidos, houve avanço na coleta domiciliar, que subiu de 66,0% (2010) para 79,9% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante do patamar gaúcho (82,7%). Ainda assim, a destinação inadequada de resíduos atinge 18,9% dos domicílios em 2022, acima da mediana do país (14,9%) e muito superior à média estadual (4,5%), indicando que parte do progresso na coleta não se traduziu em disposição final adequada — o que é coerente com o aumento das emissões de resíduos do setor de GEE, que cresceram +18,7% entre 2010 e 2024, atingindo 2.410 tCO₂e, ainda que esse valor permaneça bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço geral de emissões de GEE, o município registrou queda expressiva, de 106.897 tCO₂e (2010) para 39.873 tCO₂e (2024), uma redução de -62,7%, colocando-o no percentil 16 nacional (abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e), o que é positivo do ponto de vista climático. Entretanto, essa redução contrasta com o crescimento das emissões de energia (+22,5%, chegando a 10.747 tCO₂e) e de resíduos, sugerindo que a queda geral está concentrada em outros setores (provavelmente agropecuária ou mudança de uso da terra), não refletindo necessariamente melhoria estrutural em energia e resíduos.

Em relação a eventos hidrológicos extremos, o único dado disponível (2016) registra 1 ocorrência de cheia e 5 de seca, ambos no percentil 76 nacional, indicando exposição relativamente alta a eventos climáticos adversos em comparação com outros municípios brasileiros — informação que reforça a importância de investimentos em infraestrutura hídrica, especialmente diante da baixa cobertura de água tratada.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

36.2%

2024

10
9.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.6%

2024

71
29.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.9%

2022

56
21.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.9%

2022

42
44.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

39.873 tCO₂e

2024

84
62.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.410 tCO₂e

2024

83
18.7% no período

Emissões de energia

SEEG

10.747 tCO₂e

2024

63
22.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.