CaculéBA

23.246 habitantes · IBGE 2905008

IA

Resumo socioambiental

Caculé/BA apresenta quadro de saneamento básico preocupante e em deterioração. A cobertura de água caiu para 60,8% em 2022, recuo de -14,2% frente à série histórica e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 31. Mais crítica é a situação do esgotamento sanitário: a coleta de esgoto despencou para 15,9% em 2021 (queda de -57,9%), muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da média baiana (63,0%), colocando o município no percentil 10 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto é praticamente inexistente, com 3,7% em 2022, ante mediana nacional de 37,7%. Essa combinação de baixa coleta e tratamento residual explica, em parte, o alto percentual de destino inadequado de dejetos domiciliares (29,4% em 2022), quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e do estado (17,1%), embora tenha havido melhora de -18,6% desde 2010.

A perda de água na distribuição, de 22,8% em 2022, é relativamente favorável frente à mediana nacional (29,9%) e à UF (35,0%), mas a variação de +45,9% na série indica piora estrutural desde os patamares de 2008 (15,6%). Chama atenção o descolamento entre cobertura de água e coleta de resíduos domiciliares: apenas 63,1% dos domicílios têm coleta (percentil 30), sugerindo que os investimentos em saneamento não têm acompanhado as necessidades do município nas últimas décadas.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 176.715 tCO₂e em 2024, com queda de -9,5% em relação a 2010, mas em trajetória de forte alta desde o mínimo de 2018 (47.084 tCO₂e), evidenciando reversão da tendência de redução. O município está no percentil 57 nacional, acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram +74,6% no período, atingindo 45.894 tCO₂e em 2024 (percentil 68), e as emissões de resíduos subiram +39,6%, para 9.254 tCO₂e (percentil 64) — coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e coleta de resíduos, que tende a gerar decomposição não controlada e maior geração de metano.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos disponíveis (2016) indicam maior exposição à seca do que a cheias: 12 registros de seca observada, no percentil 90 nacional, contra apenas 1 registro de cheia (percentil 76). Essa vulnerabilidade hídrica reforça a urgência de priorizar investimentos em infraestrutura de água e esgoto, tanto para reverter a queda na cobertura quanto para conter o crescimento das emissões ligadas a resíduos e energia, evitando que a fragilidade ambiental se converta em risco social crescente para a população do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.7%

2024

44
3.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

26.5%

2024

20
29.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

14.1%

2024

89
23.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.1%

2022

30
1.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.4%

2022

27
18.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

176.715 tCO₂e

2024

43
9.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.254 tCO₂e

2024

36
39.6% no período

Emissões de energia

SEEG

45.894 tCO₂e

2024

32
74.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.