CaetanosBA
11.500 habitantes · IBGE 2905156
Resumo socioambiental
Caetanos/BA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com infraestrutura muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atende apenas 24,1% da população em 2022, praticamente estagnada desde 2010 e muito distante da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 4 do país. A situação de esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta, medida pela última vez em 2011, cobria apenas 24,8% dos domicílios (queda de 17,4% em relação a 2010), e o tratamento de esgoto é 0,0% desde então. Coerente com esse cenário, o Censo 2022 mostra que 67,0% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos — mais de quatro vezes a mediana nacional (14,9%) — colocando Caetanos no percentil 99, entre os piores do Brasil.
A perda de água na distribuição, de 31,5% em 2022, está próxima da mediana nacional (29,9%) e ligeiramente abaixo da média estadual (35,0%), indicando que, apesar da baixa cobertura, a eficiência operacional do sistema não é o principal problema — o desafio central é a ausência de expansão da rede. Essa lacuna estrutural em saneamento também se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 7.147 tCO₂e em 2024, com crescimento constante desde 2010 (+54,4%) e acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando a relação direta entre disposição inadequada de resíduos sólidos e geração de gases de efeito estufa.
No balanço geral de emissões, o município registrou resultado atípico e positivo em 2024, com -1.907 tCO₂e, revertendo uma trajetória de forte crescimento observada entre 2013 e 2022 (pico de 63.441 tCO₂e). Essa reversão provavelmente decorre de mudanças no uso da terra e agropecuária, componentes historicamente dominantes nas emissões municipais, mas contrasta com o aumento sustentado nas emissões de energia (8.211 tCO₂e, +160,1% desde 2010) e de resíduos, sinalizando que a melhora do indicador agregado não deve ser lida como avanço socioambiental amplo.
Quanto a eventos climáticos, os dados da ANA para 2016 registram ausência de cheias, mas 12 ocorrências de seca, valor que, embora numericamente baixo, situa o município no percentil 90 nacional para esse indicador, sugerindo maior vulnerabilidade a estiagens do que a maioria dos municípios brasileiros. Diante desse conjunto, prioridades para gestores devem incluir a expansão urgente da rede de água e esgoto e do tratamento sanitário, com potencial de reduzir simultaneamente indicadores de saúde pública, destinação inadequada de resíduos e emissões associadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
32.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
24.8%
2011
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2011
Perda de água
SNIS/SINISA
36.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
30.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
67.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-1.907 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.147 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.211 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
12
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
