CafelândiaPR

19.844 habitantes · IBGE 4103453

IA

Resumo socioambiental

Cafelândia/PR apresenta desempenho de saneamento consistentemente superior às referências nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do Paraná (96,1%), resultado de trajetória de ganhos contínuos desde 2008 (85,5%). A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021 (percentil 100 no país), e o tratamento de esgoto chegou a 84,8% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (37,7%) e superior à média estadual (78,7%). A perda de água, indicador em que menor é melhor, caiu para 16,7% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), embora tenha revertido leve alta após mínima de 15,1% em 2021 — ponto de atenção operacional para a concessionária local.

No recorte censitário, os domicílios com coleta de resíduos somam 91,7% em 2022, superando a mediana do país (76,9%) e ligeiramente acima do Paraná (90,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu para 4,2%, bem inferior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (5,6%). Esses avanços em infraestrutura básica contrastam, porém, com a trajetória de emissões: o município soma apenas 1 ETE registrada (2020), volume mínimo mas alinhado à mediana nacional, ainda que distante da capacidade instalada média do Paraná (279 unidades).

O quadro de emissões de GEE preocupa. O total municipal atingiu 205.700 tCO₂e em 2024, alta de 71,1% desde 2010, posicionando o município no percentil 61 nacional — acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos mais que dobraram no período (+116,6%, de 5.149 para 11.155 tCO₂e), com salto expressivo entre 2019 e 2020, sugerindo mudança na gestão ou contabilização de resíduos sólidos que merece investigação, especialmente por contrastar com a melhora observada na cobertura de coleta e no destino inadequado. As emissões de energia também cresceram 40,5% no intervalo, atingindo 53.752 tCO₂e em 2024, quase três vezes a mediana nacional.

Em síntese, Cafelândia consolidou infraestrutura de saneamento básico de excelência, com indicadores de água e esgoto entre os melhores do país, refletindo investimentos continuados ao longo de mais de uma década. Entretanto, o crescimento acelerado das emissões de GEE — sobretudo de resíduos e energia — indica que os ganhos ambientais do saneamento não estão sendo acompanhados por controle equivalente das emissões, apontando para a necessidade de políticas municipais de mitigação climática integradas à gestão de resíduos e à matriz energética local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.9%

2024

78
2.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

90.4%

2024

84
31.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

87.7%

2024

91
36.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.5%

2024

74
43.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.7%

2022

81
4.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.2%

2022

79
65.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

205.700 tCO₂e

2024

39
71.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.155 tCO₂e

2024

31
116.6% no período

Emissões de energia

SEEG

53.752 tCO₂e

2024

29
40.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.