CafelândiaSP
16.905 habitantes · IBGE 3508801
Resumo socioambiental
Cafelândia/SP apresenta infraestrutura de saneamento acima da média nacional em cobertura e coleta, mas com lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2024, no percentil 100 nacional e acima da mediana do país (73,2%) e da média do estado de São Paulo (96,6%). A coleta de esgoto também é elevada, com 98,3% em 2024 (percentil 95, ante mediana nacional de 59,9%), embora tenha recuado 1,3% frente ao pico de 100% observado entre 2015 e 2021. O ponto crítico do dossiê é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2010, contra mediana nacional de 33,3% e média estadual de 66,6% — ou seja, o município coleta quase todo o esgoto gerado, mas não trata nenhuma parcela, configurando um gargalo estrutural relevante para a qualidade dos corpos hídricos locais.
No abastecimento de água, o indicador de perdas mostra evolução positiva expressiva: de 40,4% em 2010 para 8,9% em 2024, queda de 77,9% no período, posicionando o município no percentil 5 (quanto menor, melhor) e bem abaixo das medianas nacional (29,1%) e estadual (28,2%). Esse desempenho indica gestão eficiente da rede de distribuição, embora a série mostre oscilações (picos de até 28,5% em 2018), sugerindo necessidade de manutenção contínua para sustentar o resultado recente. Na dimensão de resíduos domiciliares, o quadro também é favorável: cobertura de coleta em 93,8% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%), com destinação inadequada caindo para 5,2% dos domicílios, redução de 47,7% desde 2010 — ainda que superior ao patamar estadual de referência (1,0%).
Do lado das emissões, o município registrou 324.882 tCO₂e em 2024, queda de 9,9% em relação a 2023, mas ainda no percentil 72 nacional, indicando volume elevado frente à mediana do país (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que saltaram de 16.397 tCO₂e em 2010 para 100.602 tCO₂e em 2024 (+513,5%), tornando-se um vetor relevante do perfil de emissões municipal. As emissões de resíduos também cresceram 36,6% no período, para 12.662 tCO₂e, movimento coerente com a ausência de tratamento de esgoto e reforçando a necessidade de políticas integradas entre gestão de resíduos, saneamento e eficiência energética.
Em relação a eventos hidrológicos, os dados disponíveis são pontuais: 2 registros de cheia em 2016 (percentil 87 nacional) e nenhuma seca observada no mesmo ano, insuficientes para conclusões sobre tendência, mas que sinalizam algum grau de exposição a eventos extremos a ser monitorado. Em síntese, Cafelândia combina desempenho sólido em cobertura de água, coleta de esgoto e resíduos com dois desafios prioritários para a gestão: a ausência total de tratamento de esgoto e o crescimento expressivo das emissões associadas à matriz energética, ambos com potencial de impacto ambi
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
8.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
324.882 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.662 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
100.602 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
