Caiçara do NorteRN

6.474 habitantes · IBGE 2401859

IA

Resumo socioambiental

Caiçara do Norte/RN apresenta quadro preocupante no saneamento de água, com cobertura de apenas 50,7% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média do Rio Grande do Norte (75,1%), posicionando o município no percentil 21 do país. Mais grave ainda é a trajetória: o indicador caiu 27,8% desde 2010, quando chegava a 70,3%, revelando deterioração progressiva do serviço em vez de expansão. Essa queda é acompanhada por perdas de água elevadíssimas, de 60,1% em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e muito acima da UF (40,7%), colocando o município no percentil 90 (entre os piores do Brasil). A combinação de baixa cobertura com alta perda sugere problemas estruturais na rede de distribuição, com desperdício significativo do pouco volume tratado disponibilizado à população.

Em contraste, o manejo de resíduos sólidos domiciliares mostra desempenho relativamente melhor: 91,7% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), embora com leve retração de 4,9% frente a 2010. O destino inadequado de resíduos atinge 5,3% dos domicílios, valor ainda bem inferior à mediana do país (14,9%) e à UF (9,3%), mas chama atenção o crescimento de 46,1% nesse indicador desde 2010, sinalizando possível início de reversão na qualidade da gestão de resíduos, ainda que a base comparativa nacional permaneça favorável ao município.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 46.068 tCO₂e em 2024, com forte oscilação ao longo da série (pico de 109.628 tCO₂e em 2023) e patamar abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 19. As emissões de energia caíram 50,2% desde 2010, para 12.936 tCO₂e, favorecidas provavelmente pela matriz eólica local, estável em 92 MW desde 2021 — ainda assim inferior à mediana nacional de potência eólica (126 MW). Já as emissões de resíduos cresceram de forma constante e moderada (+18,3% desde 2010, chegando a 3.947 tCO₂e em 2024), guardando coerência com o aumento observado no indicador de destino inadequado de resíduos, o que reforça a necessidade de atenção conjunta a esses dois eixos.

Do ponto de vista hidroclimático, os registros de 2016 indicam exposição relevante à seca (9 registros, percentil 85 nacional) e à cheia (1 registro, percentil 76), sugerindo vulnerabilidade a eventos extremos que pode agravar ainda mais a fragilidade já identificada na infraestrutura de abastecimento de água. Diante desse cenário, prioridades para gestores incluem a redução urgente das perdas na rede hídrica e a recuperação da cobertura de água, indicadores que hoje representam os pontos mais críticos do município frente aos parâmetros nacionais e estaduais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.7%

2024

21
27.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

60.1%

2024

10
22.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.7%

2022

81
4.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.3%

2022

75
46.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

92 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

92 MW

2024

42
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

46.068 tCO₂e

2024

81
148.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.947 tCO₂e

2024

66
18.3% no período

Emissões de energia

SEEG

12.936 tCO₂e

2024

58
50.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.