CajamarSP
97.363 habitantes · IBGE 3509205
Resumo socioambiental
Cajamar/SP apresenta em 2024 uma cobertura de água de 92,6%, acima da mediana nacional (73,2%), mas abaixo do patamar estadual (96,6%) e da própria série histórica do município, que operou em 100% entre 2015 e 2021. Essa queda recente reflete um retrocesso de -7,4% no indicador, coincidindo com o salto do percentual de perdas na distribuição, que embora tenha caído -38,3% desde 2010, ainda está em 29,3%, patamar próximo à mediana nacional (29,1%) e ligeiramente acima da UF (28,2%) — ou seja, quase um terço da água tratada produzida se perde antes de chegar ao consumidor, o que ajuda a explicar a dificuldade em sustentar cobertura universal.
No saneamento, a coleta de esgoto atinge 82,4% em 2024, superior à mediana nacional (59,9%) e ao percentil 73, porém abaixo do pico histórico de 96,5% registrado em 2020, indicando uma perda de desempenho na última década. O avanço mais relevante está no tratamento de esgoto, que saltou de praticamente 0% até 2021 para 37,3% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%), embora ainda distante da média estadual (66,6%). Essa evolução recente no tratamento é positiva, mas contrasta com o crescimento de 60,1% nas emissões de resíduos desde 2010 (54.543 tCO₂e em 2024), que colocam o município no percentil 94 nacional — um dos mais altos do país —, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos e efluentes ainda gera pressão ambiental significativa mesmo com a melhoria do tratamento de esgoto.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 375.208 tCO₂e em 2024, com leve recuo de -0,3% frente a 2023, mas ainda no percentil 75 nacional. O componente energético é o principal motor desse patamar, com alta de 64% desde 2010 (317.873 tCO₂e em 2024, percentil 93), indicando forte pressão do setor industrial e/ou consumo elétrico local, sem contrapartida relevante em geração renovável — a potência instalada de biomassa estagnou em 4 MW desde 2018, abaixo da mediana nacional (5 MW) e no percentil 45.
Em síntese, Cajamar exibe indicadores de saneamento básico superiores à média nacional, com avanço notável no tratamento de esgoto, mas enfrenta retrocessos recentes em cobertura de água e perdas de distribuição, além de pressão ambiental crescente nas emissões de resíduos e energia, sem expansão correspondente em fontes limpas. O quadro sugere necessidade de investimento em infraestrutura hídrica para recuperar a universalização e em gestão de resíduos e eficiência energética para conter a trajetória de emissões, que já posiciona o município entre os mais críticos do país nesses dois recortes.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
82.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
37.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
29.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
375.208 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
54.543 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
317.873 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
