CajobiSP

9.232 habitantes · IBGE 3509304

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Resumo socioambiental

Cajobi apresenta cobertura de água de 93,5% em 2023, acima da mediana nacional (73,2%) mas ligeiramente abaixo da média estadual (96,6%), com trajetória de queda desde 2017, quando o município chegou a atender 100% dos domicílios. A coleta de esgoto segue padrão semelhante, também em 93,5% (2023), superior tanto à mediana nacional (59,9%) quanto próxima à média paulista (92,5%), porém em recuo de 6,5% frente aos anos anteriores. O dado mais crítico do dossiê é o tratamento de esgoto, que caiu a 0,0% em 2022, uma reversão completa em relação aos patamares históricos de 80% a 88% observados entre 2010 e 2016. Essa descontinuidade, associada à existência de apenas 1 ETE no município (2020, mesma mediana nacional), sugere possível desativação ou falha operacional da estação de tratamento, um ponto que demanda verificação e ação prioritária da gestão local, já que o esgoto coletado mas não tratado é lançado sem tratamento no ambiente.

A perda de água na distribuição saltou de 7,3% (2022) para 24,6% em 2023, uma variação de +66,9% que reverte anos de melhoria contínua desde 2010. Embora esse valor ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,1%) e próximo da média estadual (28,2%), o salto abrupto em um único ano indica possível problema pontual na rede ou na medição, que merece investigação técnica, especialmente por coincidir com a queda simultânea em cobertura de água e tratamento de esgoto — um conjunto de indicadores que juntos sugerem fragilização recente da gestão de saneamento no município.

Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, o quadro é mais positivo: 95,5% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%), com apenas 2,8% de destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que acima do valor de referência estadual (1,0%). Essa boa cobertura de coleta contrasta, porém, com o aumento das emissões de resíduos, que passaram de 6.720 tCO₂e (2010) para 7.331 tCO₂e em 2024 (+9,1% no período, com pico em 2020), superando a mediana nacional de 6.191 tCO₂e — um indício de que o crescimento da geração de resíduos não foi acompanhado por avanços proporcionais na destinação final ambientalmente adequada.

Em termos de emissões totais de GEE, Cajobi registrou 72.103 tCO₂e em 2024, praticamente estável em relação a 2010 e bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 31 — ou seja, entre os municípios com menores emissões relativas do país. As emissões de energia (31.307 tCO₂e) e de resíduos (7.331 tCO₂e) são os componentes mais relevantes, ambos acima das medianas nacionais em termos proporcionais, o que reforça a necessidade de atenção a esses dois setores mesmo em um contexto de desempenho ambiental geral favorável. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, sem indicativos de risco hidrológico recente nos dados disponíveis.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.5%

2023

0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

93.5%

2023

6.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.6%

2023

66.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.5%

2022

92
1.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.8%

2022

84
52.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

72.103 tCO₂e

2024

69
0.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.331 tCO₂e

2024

44
9.1% no período

Emissões de energia

SEEG

31.307 tCO₂e

2024

40
1.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.