CajuruSP
24.217 habitantes · IBGE 3509403
Resumo socioambiental
Cajuru/SP apresenta saneamento acima da média nacional, mas com sinais de retrocesso recente na distribuição de água. A cobertura de água caiu para 83,8% em 2022, após atingir 95,7% em 2021 — uma queda de 5,0% que interrompeu uma trajetória de melhora contínua desde 2008. Ainda assim, o município supera a mediana nacional (76,5%) e está no percentil 61, embora fique abaixo da média estadual (95,2%). Já a coleta de esgoto atingiu 100% desde 2016, colocando Cajuru no percentil 100 do país, muito acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,6%).
O tratamento de esgoto, embora tenha recuado de forma moderada nos últimos anos (de 95,7% em 2016 para 92,7% em 2022), permanece em patamar elevado, muito superior à mediana nacional (37,7%) e à média estadual (69,6%), posicionando o município no percentil 85. Esse desempenho é sustentado por apenas 1 ETE em operação, mesmo número da mediana nacional, o que sugere que a infraestrutura existente opera com eficiência, mas sem margem de expansão caso a demanda cresça. Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que subiu para 25,2% em 2022 (variação de +18,2% no período), acompanhando a queda na cobertura — ambos indicadores sugerem possível deterioração ou subinvestimento na rede de abastecimento, mesmo com o percentual de perdas ainda abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (32,1%).
No eixo de resíduos sólidos, o percentual de domicílios com destino inadequado subiu para 4,3% em 2022 (alta de 13,6% frente a 2010), mas o indicador permanece favorável frente ao Brasil (mediana de 14,9%), embora distante da média paulista (1,0%). A coleta domiciliar também recuou, de 96,2% (2010) para 89,0% (2022), mostrando uma perda relativa de cobertura que merece monitoramento, especialmente diante da existência de apenas 1 unidade de destinação registrada no CTF-APP, mesma mediana nacional, mas muito distante do parque estadual (132 unidades).
As emissões de GEE do município cresceram significativamente, atingindo 325.253 tCO₂e em 2024 (alta de 47,6% desde 2010), acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 72. As emissões de resíduos, com 16.965 tCO₂e em 2024, também superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo coerência com a situação de destinação inadequada de parte dos domicílios. As emissões de energia cresceram 26,4% no período, chegando a 35.134 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto a potência hidráulica instalada permanece modesta (1 MW), muito aquém da mediana nacional (10 MW), indicando baixa diversificação energética local frente ao crescimento das emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
88.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
91.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
325.253 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.965 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
35.134 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
