CaldasMG
14.588 habitantes · IBGE 3110301
Resumo socioambiental
Caldas/MG apresenta quadro de saneamento básico crítico e em deterioração, especialmente no componente de esgotamento sanitário. A coleta de esgoto caiu para 36,5% em 2024, uma retração de 63,2% frente aos patamares próximos de 100% registrados entre 2013 e 2014, posicionando o município no percentil 28 nacional, abaixo da mediana do Brasil (59,9%) e muito distante da média mineira (78,2%). O tratamento de esgoto é 0,0% desde o início da série histórica (2013), situação que contrasta com a mediana nacional de 33,3% e a mineira de 44,6%, indicando que todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer tratamento — um passivo ambiental relevante para os corpos hídricos locais.
O abastecimento de água segue padrão semelhante de fragilidade: a cobertura atingiu 49,5% em 2024, com queda acumulada de 12,7% desde 2010, e percentil 20 nacional, muito aquém da mediana do país (73,2%) e da UF (83,3%). Paralelamente, a perda de água subiu para 29,9%, alta de 23% em relação a 2010, ficando próxima da mediana nacional (29,1%) mas abaixo do patamar mineiro (35,8%). A combinação de baixa cobertura com perdas elevadas sugere ineficiência operacional do sistema, o que pode estar associada à falta de investimentos consistentes na infraestrutura de saneamento ao longo da última década.
Quanto aos resíduos sólidos, o município conta com apenas 1 unidade de destinação (2023), metade do registrado em 2012, e o percentual de domicílios com destino inadequado, embora tenha caído de 28,1% (2010) para 13,3% (2022), ainda supera a média mineira (7,4%) e se aproxima da mediana nacional (14,9%). Essa fragilidade na gestão de resíduos é coerente com o aumento de 15,5% nas emissões de resíduos do setor (7.982 tCO₂e em 2024), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), reforçando a necessidade de ampliar a infraestrutura de destinação final.
No balanço de emissões totais de GEE, Caldas registrou 167.693 tCO₂e em 2024, redução expressiva de 38,9% frente ao pico de 2011, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 55. As emissões de energia cresceram 9,7% no último ano (36.657 tCO₂e), acima da mediana do país (18.929 tCO₂e), enquanto a matriz elétrica local permanece estagnada, com potência hidráulica fixa em 156 kW desde 2010 — patamar irrisório frente à mediana nacional de 10 MW. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA até 2016. Em conjunto, os indicadores apontam para um município com desafios estruturais de investimento em saneamento e diversificação energética, exigindo atenção prioritária dos gestores públicos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
49.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
36.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
29.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
156 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
156 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
167.693 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.982 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
36.657 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
