CalumbiPE

5.367 habitantes · IBGE 2603405

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Resumo socioambiental

Calumbi/PE apresenta em 2022 cobertura de água de 58,7%, patamar que representa forte avanço em relação a 2008 (29,5%), mas ainda inferior à mediana nacional (76,5%) e ao valor do Pernambuco (86,7%), posicionando o município no percentil 28. O tratamento de esgoto é o ponto mais crítico do saneamento local: 0,0% dos efluentes recebem tratamento em 2022, apesar da existência de 1 ETE registrada em 2020, número igual à mediana nacional, mas irrisório frente às 101 unidades do estado. Essa ausência de tratamento se reflete na gestão de resíduos domiciliares: apenas 42,7% dos domicílios têm coleta (percentil 9, muito abaixo da mediana nacional de 76,9%), enquanto 53,3% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos, taxa que coloca o município no percentil 94 — entre os piores do país, embora em queda desde 2010 (68,0%).

A perda de água na distribuição caiu para 33,3% em 2022, uma melhora considerável frente ao pico histórico (57,9% em 2013), mas ainda acima da mediana nacional (29,9%), ainda que próxima da média estadual (43,5%). Essa combinação de baixa cobertura de água, perda de água relevante e ausência total de tratamento de esgoto indica que os investimentos em saneamento avançaram mais na captação e distribuição do que no tratamento e destinação final, gerando um desequilíbrio estrutural no ciclo do saneamento básico municipal.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 20.093 tCO₂e em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 8. Contudo, a série mostra oscilação relevante, com pico em 2021 (30.600 tCO₂e) e recuo posterior. As emissões de resíduos cresceram 38,2% desde 2010, chegando a 2.259 tCO₂e em 2024 — trajetória coerente com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada de dejetos, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos e líquidos é fonte crescente de pressão ambiental local, mesmo em escala pequena. As emissões de energia também cresceram (+33,0%), mas permanecem abaixo da mediana nacional.

Em relação a eventos climáticos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada nesse mesmo ano soma 11 registros, no percentil 88 nacional, indicando maior vulnerabilidade à escassez hídrica — fator que reforça a importância de reduzir perdas na rede de água e ampliar a cobertura, dado o contexto de estiagem recorrente na região.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

43.5%

2024

15
10.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

38.6%

2023

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.4%

2024

42
41.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

42.7%

2022

9
33.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.3%

2022

6
21.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

20.093 tCO₂e

2024

92
11.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.259 tCO₂e

2024

84
38.2% no período

Emissões de energia

SEEG

6.137 tCO₂e

2024

75
33.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.