CamacanBA

22.756 habitantes · IBGE 2905602

IA

Resumo socioambiental

Camacan/BA apresenta avanços recentes no saneamento básico, mas ainda mantém lacunas estruturais relevantes. A cobertura de água saltou para 87,4% em 2024, um salto expressivo frente aos anos anteriores (77,4% entre 2020 e 2023), superando a mediana nacional (73,2%) e ficando acima do percentil 73, embora ainda abaixo da média estadual (83,0%). Já a coleta de esgoto, apesar de ter crescido +43,5% desde 2009, permanece em patamar baixo — 41,6% em 2024 —, inferior à mediana nacional (59,9%) e à média da Bahia (56,9%), posicionando o município no percentil 33. O tratamento de esgoto, por sua vez, atingiu 42,8%, superando tanto a mediana nacional (33,3%) quanto a estadual (39,2%), indicando que o esgoto efetivamente coletado tem sido tratado com relativa eficiência, ainda que a baixa cobertura de coleta limite o impacto ambiental positivo dessa melhora.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 24,3% em 2024 (o menor valor da série), ainda representa quase um quarto do volume produzido, mas compara-se favoravelmente ao cenário nacional (mediana de 29,1%) e estadual (34,5%), colocando o município no percentil 37 (melhor que a maioria). No âmbito dos domicílios, a coleta de resíduos atinge 78,8% (2022), acima da mediana nacional e estadual, enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 10,8%, uma redução de 37,8% desde 2010 — resultado positivo e melhor que a mediana nacional (14,9%) e estadual (17,1%).

O ponto mais crítico do dossiê está nas emissões de gases de efeito estufa. As emissões totais em 2024 alcançaram 598.943 tCO₂e, um aumento de 111,1% em relação a 2010, situando o município no percentil 83 nacional — ou seja, entre os mais emissores do país, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 88,6% no período, refletindo maior consumo energético, enquanto as emissões de resíduos (13.014 tCO₂e) permanecem relativamente estáveis, mas ainda 74% acima da mediana nacional, o que evidencia um gargalo persistente na gestão de resíduos que contrasta com a melhora observada nos indicadores domiciliares de destinação inadequada.

Em síntese, Camacan avançou de forma expressiva no fornecimento de água e no tratamento de esgoto, com desempenho relativo superior à média nacional em diversos indicadores de saneamento, mas enfrenta desafios importantes na ampliação da coleta de esgoto e, sobretudo, no controle das emissões de GEE, cujo crescimento acelerado exige atenção prioritária dos gestores locais para reverter a trajetória de alta observada na última década.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.4%

2024

73
9.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

41.6%

2024

33
43.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

42.8%

2024

56
67.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.3%

2024

63
14.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.8%

2022

53
4.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.8%

2022

59
37.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

598.943 tCO₂e

2024

17
111.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.014 tCO₂e

2024

26
0.9% no período

Emissões de energia

SEEG

75.255 tCO₂e

2024

23
88.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.