CamaçariBA
319.394 habitantes · IBGE 2905701
Resumo socioambiental
Camaçari apresenta cobertura de água de 95,5% em 2022, patamar bem acima da mediana nacional (76,5%) e do valor da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 79 do país. Contudo, a perda de água no sistema de distribuição chega a 49,8% (2022), muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (35,0%), colocando o município no percentil 84 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa combinação indica que, apesar da boa universalização do acesso, há ineficiência operacional relevante, com quase metade da água tratada sendo perdida antes de chegar ao consumidor.
No saneamento, a situação é mais preocupante: a coleta de esgoto atinge apenas 47,6% (2021), abaixo da mediana nacional (87,8%) e também da média baiana (63,0%), com percentil 25. O tratamento de esgoto está em 25,6% (2022), também abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (53,1%). Apesar disso, o município conta com 15 ETEs (2020), número expressivo frente à mediana nacional de 1 unidade, sugerindo capacidade instalada superior à efetivamente utilizada na coleta — um gargalo de rede coletora, não de infraestrutura de tratamento. Por outro lado, o indicador de destinação inadequada de resíduos domiciliares é baixo (4,0% em 2022), bem melhor que a mediana nacional (14,9%) e a UF (17,1%), mas há apenas 1 unidade de destinação de resíduos (2025), com queda de 66,7% frente ao pico de 3 unidades em 2012.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 1.078.044 tCO₂e em 2024, com queda de 46,9% desde 2010, refletindo forte redução nas emissões de energia (-48,2%, para 916.340 tCO₂e), provavelmente ligada à matriz de biomassa consolidada (116 MW, percentil 95 nacional). Em contraste, as emissões de resíduos cresceram 157,3% no período, atingindo 139.575 tCO₂e em 2024 — percentil 98 nacional —, o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto e reforça a pressão do setor de resíduos sobre o balanço de emissões do município. A potência térmica fóssil também dobrou desde 2010 (270 MW em 2024), o que pode comprometer os ganhos obtidos na matriz renovável caso a tendência de expansão continue.
Em síntese, Camaçari combina bons indicadores de acesso à água e destinação domiciliar de resíduos com deficiências estruturais em coleta e tratamento de esgoto, perdas elevadas na distribuição de água e crescimento consistente das emissões de resíduos — sinalizando a necessidade de investimentos prioritários em redes coletoras de esgoto e em eficiência hídrica, para consolidar os avanços já obtidos na universalização do acesso.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
47.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
31.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
15
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
50.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
386 MW
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
270 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
30.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.078.044 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
139.575 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
916.340 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
