CamamuBA

31.775 habitantes · IBGE 2905800

IA

Resumo socioambiental

Camamu apresenta quadro de saneamento básico crítico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário. A coleta de esgoto atingiu apenas 7,0% em 2024, patamar muito inferior à mediana nacional de 59,9% e à média da Bahia de 56,9%, posicionando o município no percentil 6 do país — ou seja, entre os piores do Brasil no indicador. Ainda mais preocupante é a trajetória recente: a coleta caiu 18,2% desde 2009, tendo recuado de 14,1% (2021) para 6,1% (2023), com leve recuperação para 7,0% em 2024. O tratamento de esgoto, embora também baixo (9,9% em 2024, percentil 34), mostra crescimento de 76,5% no período, mas essa evolução é limitada pela reduzida quantidade de esgoto efetivamente coletado — o município conta com apenas 1 ETE registrada (2020). O abastecimento de água é o ponto relativamente melhor, com cobertura de 64,2% em 2024 (+26,1% na série, com salto expressivo em relação aos ~55% observados entre 2018-2023), embora ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (83,0%).

No âmbito dos resíduos sólidos, há retrocesso: a proporção de domicílios com coleta caiu para 56,6% em 2022 (percentil 22), enquanto o destino inadequado de resíduos, apesar de ter recuado de 36,4% para 26,8% entre 2010 e 2022, permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da Bahia (17,1%), colocando o município no percentil 70 (pior que a maioria). Essa fragilidade na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: o setor de resíduos emitiu 16.430 tCO₂e em 2024, crescimento de 46,4% desde 2010, superando em quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 79 do país.

O balanço de emissões totais de GEE também é desfavorável: 241.123 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 65. Apesar da queda de 22,4% frente a 2023, a série histórica é marcada por forte instabilidade, com picos acima de 580 mil tCO₂e em 2017. As emissões de energia seguem tendência de alta (37.771 tCO₂e, +33,5% desde 2010, percentil 64), reforçando a necessidade de políticas integradas de eficiência energética e gestão de resíduos.

Em síntese, Camamu enfrenta déficit estrutural de saneamento — sobretudo em esgotamento sanitário, área de maior urgência — combinado a indicadores ambientais acima da média nacional em emissões, especialmente de resíduos. A recuperação recente da cobertura de água é positiva, mas insuficiente para reverter o quadro geral, que exige investimento prioritário em coleta e tratamento de esgoto e em gestão adequada de resíduos sólidos, de modo a romper o ciclo entre baixa infraestrutura sanitária e pressão ambiental crescente.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.2%

2024

38
26.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

7.0%

2024

6
18.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

9.9%

2024

34
76.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.9%

2024

46
1.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.6%

2022

22
11.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.8%

2022

30
26.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

241.123 tCO₂e

2024

35
22.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.430 tCO₂e

2024

21
46.4% no período

Emissões de energia

SEEG

37.771 tCO₂e

2024

36
33.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.