CamapuãMS
13.920 habitantes · IBGE 5002605
Resumo socioambiental
Camapuã apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços recentes no abastecimento de água e retrocesso relevante na coleta de esgoto. A cobertura de água atingiu 77,5% em 2024, com salto expressivo de +8,0% em relação ao ano anterior, superando a mediana nacional (73,2%) e posicionando o município no percentil 56, embora ainda distante da média estadual (87,8%). Esse ganho é acompanhado por melhora consistente na perda de água, que caiu para 20,9% em 2024 (-33,1% na série), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,4%) — indicativo de gestão operacional mais eficiente da rede.
Por outro lado, a coleta de esgoto sofreu queda acentuada: de patamares acima de 80% entre 2016 e 2021, o índice recuou para 47,4% em 2024, variação negativa de -25,3% no período mais recente, abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (66,6%), no percentil 38. O tratamento de esgoto, embora também tenha recuado frente ao pico de 75% em 2022, ainda se mantém em 50,0% (2024), superando a mediana nacional (33,3%) e a média estadual (48,1%), no percentil 61 — sugerindo que a infraestrutura de tratamento (2 ETEs, acima da mediana nacional de 1 unidade) não acompanhou a queda na captação da rede coletora. Essa descontinuidade entre coleta e tratamento merece atenção dos gestores, pois pode indicar problemas de manutenção ou expansão da rede que não foram compensados por igual investimento em captação. No aspecto domiciliar, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 17,9% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (9,8%), reforçando a fragilidade do saneamento básico apesar da melhora histórica (-17,4% desde 2010).
No eixo de emissões, o município se destaca negativamente pelo volume total de gases de efeito estufa: 1.618.072 tCO₂e em 2024, no percentil 94 nacional, refletindo o peso do perfil rural/agropecuário típico de Mato Grosso do Sul. As emissões de resíduos cresceram +25,6% desde 2010, atingindo 8.157 tCO₂e (percentil 60), e as de energia subiram +35,9%, para 38.157 tCO₂e (percentil 64) — ambas acima da mediana nacional, embora modestas frente ao total do município, dominado por outras fontes (provavelmente agropecuária e mudança de uso da terra). Os registros de eventos climáticos extremos (1 cheia e 1 seca em 2016) são pontuais na série disponível, mas situam Camapuã em percentis elevados (76 e 59, respectivamente) frente ao cenário nacional, sinalizando vulnerabilidade a eventos hidrológicos que merece monitoramento contínuo.
Em síntese, o município avançou em água e perdas na rede, mas retrocedeu criticamente na coleta de esgoto, com efeito direto sobre o destino inadequado de dejetos domiciliares. Associado a um perfil de emissões elevado e histórico de eventos extremos, o quadro recomenda priorização de investimentos na retomada da coleta de esgoto e alinhamento com a capacidade de tratam
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
47.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
50.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
20.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.618.072 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.157 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
38.157 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
