CamaquãRS

63.959 habitantes · IBGE 4303509

IA

Resumo socioambiental

Camaquã apresenta em 2024 cobertura de água de 81,3%, acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 62, mas ainda abaixo do patamar médio do Rio Grande do Sul (86,2%). O indicador mais crítico do saneamento é a perda de água, que atingiu 40,1% em 2024 — superior tanto à mediana nacional (29,1%) quanto à média estadual (39,4%), colocando o município no percentil 72 (pior que a maioria). Embora tenha recuado frente ao pico de 48,2% em 2022, a série mostra oscilação constante desde 2010, sem tendência clara de melhora estrutural, o que indica perdas físicas e/ou comerciais persistentes na rede.

O esgotamento sanitário é o ponto mais preocupante do dossiê: os últimos dados disponíveis (2013) mostram coleta de 81,7%, mas tratamento de 0,0%, sem registros mais recentes informados ao SNIS/SINISA. Isso significa que, mesmo quando o esgoto é coletado, não há tratamento antes do descarte, o que contrasta com a mediana nacional de tratamento (33,3%) e mesmo com a média estadual (30,1%). Essa lacuna ambiental é coerente com o aumento nas emissões de resíduos, que passaram de 23.421 tCO₂e (2010) para 26.881 tCO₂e (2024), alta de 14,8%, sugerindo que a gestão de efluentes e resíduos sólidos ainda demanda investimento estrutural.

No campo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 834.291 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Camaquã no percentil 88 — entre os municípios mais emissores do país. As emissões de energia cresceram 12,7% na década (195.124 tCO₂e em 2024), também muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto a potência térmica fóssil instalada permanece baixa (4 MW), abaixo da mediana nacional (8 MW), indicando que o perfil emissor local está mais associado a outros setores (como agropecuária ou resíduos) do que à geração termelétrica.

Do ponto de vista social, houve avanço na destinação adequada de resíduos domiciliares: o percentual com destino inadequado caiu de 12,7% (2010) para 8,5% (2022), redução de 33,1%, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante da média gaúcha (4,5%). Já a cobertura de coleta domiciliar subiu para 89,4% (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e o percentil estadual (82,7%). Os registros de eventos hidrológicos extremos (1 cheia e 3 secas em 2016) posicionam o município nos percentis 76 e 68 nacionais, respectivamente, reforçando a necessidade de monitorar riscos climáticos em paralelo aos investimentos em saneamento, dado que a ausência de tratamento de esgoto pode agravar impactos de eventos extremos sobre corpos hídricos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.3%

2024

62
11.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

81.7%

2013

3.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2013

Perda de água

SNIS/SINISA

40.1%

2024

28
0.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.4%

2022

76
2.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.5%

2022

65
33.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Térmica (fóssil)

Potência térmica (fóssil)

ANEEL (SIGA)

4 MW

2024

73
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

0.0%

2024

Clima

Emissões de GEE

SEEG

834.291 tCO₂e

2024

12
5.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

26.881 tCO₂e

2024

13
14.8% no período

Emissões de energia

SEEG

195.124 tCO₂e

2024

11
12.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.