CamargoRS

3.056 habitantes · IBGE 4303558

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Resumo socioambiental

Camargo/RS apresenta em 2024 cobertura de água de 100,0%, valor superior à mediana nacional (73,2%) e à média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 100 do país. A perda de água no sistema, indicador em que menor é melhor, foi de 9,7%, bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), colocando o município no percentil 6 — ou seja, entre os melhores desempenhos do Brasil nesse quesito. Vale notar, contudo, a oscilação recente da série: após anos com perdas próximas de zero (2016-2018), houve pico de 31,9% em 2023 antes da queda para 9,7% em 2024, sugerindo instabilidade operacional que merece monitoramento contínuo.

Na gestão de resíduos sólidos, 95,7% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), com percentil 93. O destino inadequado de resíduos é de apenas 3,6%, bem inferior à mediana nacional (14,9%) e próximo à média gaúcha (4,5%), refletindo boa infraestrutura de saneamento. Essa realidade é coerente com as emissões de resíduos do SEEG, que em 2024 somaram 2.118 tCO₂e, valor bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que o manejo de resíduos não é um vetor relevante de emissões no município.

Em termos de emissões totais de GEE, Camargo registrou 49.972 tCO₂e em 2024, com queda expressiva de 51,5% frente ao início da série (103.049 tCO₂e em 2010), embora abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 21 — ou seja, entre os municípios com menores emissões do país. As emissões de energia também caíram 54,5% no período, de 13.265 para 6.040 tCO₂e, mantendo-se abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A matriz energética local é modesta, com apenas 200 kW de potência hidráulica e 1 MW de biomassa instalados, ambos abaixo das medianas nacionais, refletindo o pequeno porte do município mais do que uma limitação estrutural.

Do ponto de vista hidrometeorológico, o único registro disponível (2016) aponta 1 ocorrência de cheia e 4 de seca, ambos abaixo da mediana da UF (836 e 1.730, respectivamente), embora acima da mediana nacional (0 em ambos os casos), o que situa o município nos percentis 76 e 72 — sinalizando exposição moderada a eventos extremos que merece acompanhamento, ainda que os dados sejam de uma única observação e não configurem série temporal robusta.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

9.7%

2024

94
35.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.7%

2022

93
0.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.6%

2022

81
4.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

200 kW

2024

5
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

49.972 tCO₂e

2024

79
51.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.118 tCO₂e

2024

86
6.0% no período

Emissões de energia

SEEG

6.040 tCO₂e

2024

75
54.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.