CambiraPR

9.899 habitantes · IBGE 4103800

IA

Resumo socioambiental

Cambira/PR apresenta cobertura de água de 90,8% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima ao patamar do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 78. Contudo, houve retrocesso em relação ao período 2016-2022, quando a cobertura permaneceu em 100% por sete anos consecutivos, seguida de queda para 79,9% em 2023 e recuperação parcial em 2024. A perda de água na distribuição, de 23,1% em 2024, também reverteu uma trajetória de melhoria expressiva observada em 2022-2023 (13,0%-13,1%), embora ainda esteja abaixo da mediana nacional e da média estadual (ambas em torno de 29%). Esse padrão de oscilação recente sugere possível instabilidade operacional ou de reporte no sistema de abastecimento, merecendo atenção da gestão local.

No saneamento de resíduos sólidos, a coleta domiciliar atinge 80,6% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), mas distante do patamar estadual (90,0%). O destino inadequado de resíduos caiu de forma acentuada, de 18,9% em 2010 para 10,8% em 2022, uma redução de 43%, indicando avanço consistente na gestão de resíduos, embora o município ainda tenha apenas 1 unidade de destinação registrada (2012), igual à mediana nacional, mas muito aquém das 53 unidades médias do Paraná. Essa limitada infraestrutura local de destinação é coerente com o aumento das emissões de resíduos, que cresceram 31,8% entre 2010 e 2024, chegando a 7.724 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sinalizando pressão crescente sobre a gestão de rejeitos apesar da queda no destino inadequado.

Em emissões totais de GEE, Cambira registrou 62.151 tCO₂e em 2024, com redução de 11,5% desde 2010 e valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 26. Entretanto, as emissões de energia dispararam 74,3% no período, atingindo 14.983 tCO₂e em 2024, com aceleração recente (de 10.394 tCO₂e em 2022 para 14.983 tCO₂e em 2024), o que contrasta com a tendência geral de queda das emissões totais e meritório monitoramento, já que essa fonte pode se tornar o principal vetor de crescimento das emissões municipais nos próximos anos.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias em 2016 e há apenas 1 registro de seca no mesmo ano, ambos compatíveis com os padrões medianos nacionais, mas a série histórica limitada a um único ano restringe a análise de tendência. Em síntese, Cambira exibe indicadores de saneamento geralmente favoráveis frente ao cenário nacional, mas enfrenta sinais de reversão em água e perdas, além de pressão crescente em emissões de energia e resíduos, que devem ser monitorados e enfrentados com investimentos direcionados em infraestrutura de tratamento e eficiência energética.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.8%

2024

78
17.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.1%

2024

67
6.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.6%

2022

57
0.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.8%

2022

59
43.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

62.151 tCO₂e

2024

74
11.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.724 tCO₂e

2024

42
31.8% no período

Emissões de energia

SEEG

14.983 tCO₂e

2024

55
74.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.