CamboriúSC
113.525 habitantes · IBGE 4203204
Resumo socioambiental
Camboriú/SC apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre a gestão de água e a de esgoto. A cobertura de água atingiu 96,7% em 2024, muito acima da mediana nacional (73,2%) e da média catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 88 do país. A perda de água, embora tenha caído de picos de 30,3% (2017) para 17,6% em 2024, ainda representa um desperdício relevante, mesmo estando melhor que a mediana nacional (29,1%) e a UF (32,3%). Já o saneamento de esgoto é o ponto crítico do município: coleta de apenas 2,1% e tratamento de 2,3% (dados de 2018, sem atualização recente), valores drasticamente inferiores à mediana nacional (59,9% e 33,3%, respectivamente) e à média de Santa Catarina (42,3% e 37,3%). Essa lacuna estrutural contrasta com o excelente desempenho em coleta de resíduos domiciliares (99,0% em 2022, percentil 99) e destinação inadequada praticamente eliminada (0,2%, percentil 1), indicando que a gestão de resíduos sólidos é eficiente, mas o esgotamento sanitário permanece defasado.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE cresceram 32,9% entre 2010 e 2024, chegando a 206.475 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 61). O setor de energia é o principal motor desse crescimento, com alta de 91,4% no período, atingindo 150.514 tCO₂e (percentil 86), refletindo provavelmente o adensamento urbano e turístico do município. As emissões de resíduos também dispararam 118,8%, alcançando 38.310 tCO₂e (percentil 91), evolução coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto, que tende a gerar maior carga de metano em sistemas informais ou fossas. A ausência de expansão na única unidade de destinação de resíduos licenciada (1 unidade desde 2011, mesmo patamar da mediana nacional, mas muito distante das 58 unidades da UF) sugere gargalo de infraestrutura frente ao crescimento populacional e das emissões.
Em geração de energia limpa, o município mantém estagnada a potência de biomassa em 368 kW desde 2010, valor modesto frente à mediana nacional (5 MW) e à UF (368 MW), sem sinais de investimento em diversificação da matriz local. Os registros de eventos hidrológicos extremos, com 16 ocorrências de cheia em 2016, colocam o município no percentil 100 nacional para esse indicador, evidenciando vulnerabilidade a eventos de precipitação intensa — situação que reforça a urgência de qualificar a infraestrutura de drenagem e esgotamento, hoje incompatível com os avanços observados em água e resíduos sólidos.
Em síntese, Camboriú combina indicadores de excelência em abastecimento de água e gestão de resíduos domiciliares com uma defasagem estrutural grave em esgotamento sanitário, que se conecta diretamente ao crescimento acelerado das emissões de resíduos e de energia. A recomendação prioritária para gestores é o investimento urgente em coleta e tratamento de esgoto, area em que o município está muito abaixo dos parâm
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
2.1%
2018
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
2.3%
2018
Perda de água
SNIS/SINISA
17.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
99.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
368 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
206.475 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
38.310 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
150.514 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
16
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
