CambuciRJ
15.070 habitantes · IBGE 3300902
Resumo socioambiental
Cambuci/RJ apresenta quadro de saneamento básico preocupante, com deterioração recente em múltiplos indicadores. A cobertura de água atingiu 74,2% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual (89,1%), colocando o município no percentil 47. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 17,4% em 2021 para 42,8% em 2022 — alta de quase 70% em um único ano —, superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do já elevado patamar fluminense (48,6%, percentil 76). Esse salto abrupto sugere problema pontual de infraestrutura ou medição que merece investigação prioritária.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto caiu para 86,3% em 2020, ainda próxima da mediana nacional (87,8%), mas o tratamento de esgoto é 0,0% desde 2013 (com exceção de 57,5% em 2012), enquanto a mediana nacional é 37,7% e o Rio de Janeiro trata 56,6%. Ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram 19,4% desde 2010, chegando a 11.378 tCO₂e em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 70. Chama atenção também a queda de domicílios com coleta de resíduos, de 76,4% (2010) para 26,6% (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e no percentil 3, embora o destino inadequado de resíduos tenha melhorado (de 23,6% para 13,0%), indicando possível mudança na forma de gestão domiciliar dos dejetos, não necessariamente piora ambiental direta.
No balanço de emissões totais, Cambuci registrou 224.499 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 63), com oscilação relevante (pico de 272.634 tCO₂e em 2022). Por outro lado, as emissões de energia caíram 26,2% no período, para 4.162 tCO₂e, ficando bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 18), sinalizando avanço nesse setor específico. Os registros de cheia (5 em 2016) colocam o município no percentil 98 nacional, indicador de vulnerabilidade hídrica que se soma à fragilidade da infraestrutura de saneamento.
Em síntese, o município combina infraestrutura de água em deterioração, ausência total de tratamento de esgoto e emissões de resíduos crescentes, formando um ciclo em que a falta de investimento em saneamento pressiona diretamente os indicadores ambientais. A melhora pontual em energia e no destino de resíduos domiciliares não compensa os retrocessos estruturais em água e esgoto, que devem ser prioridade para gestores locais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
86.3%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2021
Perda de água
SNIS/SINISA
31.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
26.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
224.499 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.378 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.162 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
