Campina das MissõesRS

6.001 habitantes · IBGE 4303707

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Resumo socioambiental

Campina das Missões/RS apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com forte fragilidade no abastecimento de água e desempenho de destaque no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu apenas 32,4% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (88,1%), posicionando o município no percentil 7 do país — um dos piores indicadores do dossiê, com queda acumulada de -11,4% desde 2008. Em contrapartida, a perda de água na distribuição é baixa (8,1% em 2022, percentil 6, ou seja, entre as menores perdas do Brasil), sugerindo que o problema não é ineficiência operacional, mas insuficiência de cobertura da rede.

No saneamento de esgoto, o município se destaca positivamente: tratamento de 100% em 2022 (percentil 100, muito acima da mediana nacional de 37,7% e da UF, 30,8%), sustentado por 5 ETEs (percentil 96). A coleta, porém, recuou para 70,5% em 2021, variação de -29,5% desde 2010, quando chegava a 100%. Essa queda contrasta com a melhoria observada pelo Censo: domicílios com coleta subiram para 89,5% em 2022 (+14,3% desde 2010, percentil 76) e o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu para 9,3% (-57,1% desde 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do padrão da UF (4,5%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 90.293 tCO₂e em 2024, com queda de -5,7% desde 2010 e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 37). As emissões de energia também recuaram (-9,1%), refletindo baixo consumo energético relativo (percentil 26). Chama atenção, no entanto, o crescimento de +62,6% nas emissões de resíduos desde 2010, atingindo 5.490 tCO₂e em 2024 — tendência que merece monitoramento, especialmente diante da queda recente na coleta de esgoto, indicando possível pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos e líquidos do município.

Eventos extremos registrados em 2016 (2 cheias e 6 secas) posicionam o município em percentis elevados nacionalmente (87 e 79, respectivamente), reforçando a necessidade de atenção à infraestrutura hídrica, especialmente considerando a baixa cobertura de água tratada. Em síntese, o município combina excelência no tratamento de esgoto e baixas perdas de água com déficits estruturais de cobertura de abastecimento e sinais de deterioração recente na coleta de esgoto e nas emissões de resíduos, apontando para prioridades claras de investimento em expansão da rede de água e reversão da tendência de queda na coleta sanitária.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

31.7%

2024

7
9.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

45.0%

2024

36
55.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

5

2020

96
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.9%

2024

85
22.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.5%

2022

76
14.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.3%

2022

63
57.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

477 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

477 kW

2024

10
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

90.293 tCO₂e

2024

63
5.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.490 tCO₂e

2024

54
62.6% no período

Emissões de energia

SEEG

6.357 tCO₂e

2024

74
9.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.