Campina Grande do SulPR

49.971 habitantes · IBGE 4104006

IA

Resumo socioambiental

Campina Grande do Sul apresenta saneamento básico consolidado, com cobertura de água em 100,0% e coleta de esgoto também em 100,0% em 2022 e 2021 respectivamente, ambos muito acima das medianas nacionais (76,5% e 87,8%) e superando a média do Paraná. O tratamento de esgoto, de 85,9% (2022), evoluiu significativamente (+27,1% na série histórica) e supera tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a estadual (78,7%), posicionando o município no percentil 82 do país — um resultado notável considerando que o município opera com apenas 1 ETE, igual à mediana nacional, mas muito abaixo das 279 unidades médias do Paraná.

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que atingiu 44,1% em 2022, com alta de 92,0% desde 2008, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a estadual (29,6%) — o que indica ineficiência operacional na rede, mesmo com cobertura universal. Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos domiciliares é baixo (1,6% em 2022), com queda de 64,5% desde 2010, situando o município no percentil 9 nacional (quanto menor, melhor), embora a estrutura de destinação final permaneça limitada a 1 unidade, igual à mediana do país mas distante das 53 unidades médias do Paraná.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 793.696 tCO₂e em 2024, com alta de 16,6% desde 2010 e concentração predominante no setor de energia (763.281 tCO₂e, +27,2%), que coloca o município no percentil 98 nacional — reflexo provável de atividades industriais ou geração intensiva local. As emissões de resíduos, embora bem menores em volume (16.902 tCO₂e), cresceram proporcionalmente mais (+69,3%), acompanhando o aumento populacional e de geração de resíduos, e já superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e a média estadual relativa ao porte do município.

Do ponto de vista de riscos hidrológicos, houve 1 registro de cheia em 2016, acima da mediana nacional (0), mas sem registros de seca no mesmo ano, indicando exposição pontual a eventos extremos de chuva. Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento exemplar com desafios crescentes em eficiência hídrica e emissões energéticas, sugerindo a necessidade de investimentos em redução de perdas na rede de água e em fontes energéticas de menor intensidade de carbono.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.0%

2024

79
8.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

87.2%

2024

79
12.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

86.2%

2024

90
22.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

43.3%

2024

24
17.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.3%

2022

92
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.6%

2022

91
64.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

12 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

12 MW

2024

54
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

793.696 tCO₂e

2024

13
16.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.902 tCO₂e

2024

20
69.3% no período

Emissões de energia

SEEG

763.281 tCO₂e

2024

2
27.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.