Campinas do PiauíPI

4.988 habitantes · IBGE 2202109

IA

Resumo socioambiental

Campinas do Piauí apresenta um quadro de saneamento básico crítico, com cobertura de água de apenas 33,0% em 2023, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (92,3%). Chama atenção que a série histórica mostra pico de 46,5% em 2020, seguido de queda consistente até o valor atual, indicando retrocesso recente no acesso ao serviço. A perda de água, embora tenha caído 16,5% em relação ao início da série, ainda está em 41,7% (2023), patamar bem superior à mediana nacional (29,1%) e ao Piauí (23,6%), evidenciando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município: apenas 33,5% dos domicílios têm coleta adequada (2022), com percentual de destino inadequado de 55,7%, situando o município no percentil 96 nacional — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, muito acima da mediana (14,9%) e mesmo da média estadual (26,3%). Essa carência de infraestrutura de esgotamento ajuda a explicar o crescimento de 24,4% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, que atingiram 1.914 tCO₂e em 2024, embora esse valor ainda esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 50.555 tCO₂e em 2024, com queda acumulada de 48,3% desde 2010, mas com oscilações relevantes ao longo da série. O valor está abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Campinas do Piauí no percentil 21 do país. Já as emissões de energia cresceram expressivamente, 88,4% no período, alcançando 2.878 tCO₂e em 2024 — tendência que merece monitoramento, ainda que o volume absoluto permaneça bem inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram vulnerabilidade a episódios de seca (12 registros, percentil 90 nacional) e cheia (1 registro, percentil 76), sinalizando exposição climática relevante para um município com infraestrutura de saneamento ainda incipiente. A combinação entre baixa cobertura de água e esgoto, perdas elevadas no sistema de abastecimento e histórico de eventos extremos reforça a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura hídrica e sanitária, tanto para reduzir riscos à saúde pública quanto para mitigar emissões associadas ao manejo inadequado de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

33.0%

2023

5.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

41.7%

2023

16.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

33.5%

2022

5
3.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

55.7%

2022

4
14.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

50.555 tCO₂e

2024

79
48.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.914 tCO₂e

2024

89
24.4% no período

Emissões de energia

SEEG

2.878 tCO₂e

2024

89
88.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.