Campinas do SulRS

5.390 habitantes · IBGE 4303806

IA

Resumo socioambiental

Campinas do Sul/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com bom desempenho em coleta de resíduos e destinação domiciliar, mas fragilidades relevantes em saneamento de esgoto e tendência preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 78,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média do Rio Grande do Sul (88,1%), enquanto a perda de água chegou a 30,7% no mesmo ano — praticamente no nível da mediana nacional (29,9%), porém com trajetória de piora (+28,8% na variação apresentada), sinalizando ineficiência crescente na rede de distribuição.

O ponto mais crítico do município é o tratamento de esgoto: apesar de a coleta ter alcançado 100% em 2015, nenhum volume é tratado (0,0%), contra medianas nacional de 37,7% e estadual de 30,8%. Esse descompasso entre coleta e tratamento indica que o esgoto coletado é lançado sem tratamento no ambiente, o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora abaixo da mediana nacional (3.289 tCO₂e vs. 6.191 tCO₂e em 2024, percentil 28), cresceram 28,3% desde 2010 — um aumento consistente com a ausência de estação de tratamento.

Na gestão de resíduos sólidos domiciliares, o município tem desempenho superior à média nacional: 95,9% dos domicílios com coleta (2022), muito acima da mediana nacional (76,9%) e do percentil estadual (82,7%), e apenas 3,6% com destinação inadequada, também melhor que a mediana nacional (14,9%). Contudo, o município conta com apenas 1 unidade de destinação (2023), igual à mediana nacional, mas distante das 63 unidades médias do RS, o que pode limitar a capacidade de processamento local a médio prazo.

As emissões totais de GEE saltaram de 64.755 tCO₂e (2010) para 101.137 tCO₂e (2024), alta de 56,2%, com destaque para o crescimento acelerado das emissões de energia (+29,7% no período, chegando a 20.930 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional de 18.929 tCO₂e). Ainda assim, o total de emissões do município está abaixo da mediana nacional (101.137 vs. 138.513 tCO₂e, percentil 41), sugerindo impacto moderado em escala nacional, mas com tendência de aumento que merece monitoramento, especialmente diante da seca observada em 2016 (5 registros), acima da mediana nacional (0), que pode agravar-se caso o crescimento das emissões e a ineficiência hídrica persistam.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.0%

2024

56
8.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2015

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2015

Perda de água

SNIS/SINISA

40.2%

2024

28
91.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.9%

2022

93
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.6%

2022

81
15.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2023

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

101.137 tCO₂e

2024

59
56.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.289 tCO₂e

2024

72
28.3% no período

Emissões de energia

SEEG

20.930 tCO₂e

2024

48
29.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.