Campo Alegre de GoiásGO
7.711 habitantes · IBGE 5204805
Resumo socioambiental
Campo Alegre de Goiás apresenta em 2024 cobertura de água de 77,3%, acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 56, embora ainda distante do patamar médio de Goiás (88,8%). A perda de água no sistema, de 26,1%, é levemente inferior à mediana nacional (29,1%), mas superior à média estadual (25,3%), indicando margem de eficiência a explorar na gestão da distribuição, apesar da melhora de 19,4% em relação à série histórica recente.
No saneamento domiciliar, 80,0% dos domicílios contam com coleta de esgoto (Censo 2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do percentil 56, com avanço de 5,1 pontos desde 2010. O destino inadequado de dejetos caiu para 13,3%, uma redução expressiva de 44,1% na década, aproximando o município da mediana do país (14,9%), embora ainda distante do padrão goiano (5,5%). Essa evolução no saneamento básico é compatível com o comportamento moderado das emissões de resíduos, que somaram 4.479 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 38) — sugerindo que a expansão da coleta não pressionou proporcionalmente as emissões do setor.
O principal ponto de atenção ambiental está nas emissões totais de GEE, que somaram 497.083 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 80. Essa alta é impulsionada sobretudo pelo setor de energia, que atingiu 153.179 tCO₂e, com crescimento de 57,4% na série histórica e percentil 87 nacionalmente — o maior destaque negativo entre os indicadores analisados. Apesar disso, as emissões totais recuaram 18,8% frente ao pico de 2021 (685.862 tCO₂e), sinalizando possível reversão de tendência que merece monitoramento contínuo.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos extremos, mas não indica ausência de vulnerabilidade, apenas lacuna ou desatualização dos dados. Em síntese, o município evolui de forma consistente no saneamento básico, com indicadores acima da mediana nacional, mas enfrenta desafio significativo na trajetória de emissões, especialmente as ligadas ao setor energético, que devem orientar prioridades de política pública local.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
497.083 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.479 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
153.179 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
