Campo Alegre de LourdesBA
32.377 habitantes · IBGE 2905909
Resumo socioambiental
Campo Alegre de Lourdes/BA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para o saneamento de esgoto e o manejo de resíduos sólidos. A cobertura de água atingiu 37,7% em 2022, ainda muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 10 do país — ou seja, entre os piores do Brasil neste quesito, apesar de crescimento expressivo de +30,2% desde 2014. Mais grave é a situação de esgotamento sanitário: embora a coleta tenha alcançado 99,9% em 2015, o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde então, indicando que todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer tratamento no ambiente. Esse dado se conecta diretamente ao indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que atingiu 73,9% em 2022, colocando o município no percentil 99 nacional — entre os piores do país — e evidenciando um padrão estrutural de deficiência no manejo ambiental de dejetos e resíduos.
A perda de água na distribuição, embora ainda elevada, mostrou melhora relevante, caindo de 42,1% (2014) para 28,6% (2022), uma redução de 32%, aproximando o município da mediana nacional (29,9%) e ficando até abaixo da média estadual (35,0%). Por outro lado, a cobertura de coleta domiciliar de resíduos, medida pelo Censo, retraiu de 25,3% (2010) para 23,1% (2022), situando o município no percentil 2 nacional — um dos piores indicadores do dossiê — e reforçando a fragilidade da gestão de resíduos sólidos urbanos, coerente com o alto percentual de destinação inadequada já mencionado.
No eixo climático, as emissões totais de GEE dispararam de 52.491 tCO₂e (2010) para 695.546 tCO₂e em 2024, alta de 1.225%, com forte aceleração a partir de 2020, colocando o município no percentil 85 nacional. As emissões de resíduos cresceram 59,3% no período, atingindo 14.221 tCO₂e (percentil 76), enquanto as de energia mais que dobraram (+107,4%), chegando a 39.160 tCO₂e (percentil 65) — ambas acima da mediana nacional, sinalizando pressão crescente também fora do setor de mudança de uso da terra. Em contrapartida, a capacidade de geração solar está estagnada em 185 kW desde 2022, muito aquém da mediana nacional (908 kW) e no percentil 17, revelando ausência de investimento em energia renovável que poderia mitigar parte dessa trajetória de emissões.
Em síntese, o município combina infraestrutura sanitária insuficiente — sem tratamento de esgoto e com baixíssima cobertura de coleta de resíduos — com trajetória de emissões em forte expansão e estagnação na geração de energia limpa. Os registros históricos de eventos hídricos (1 cheia e 14 secas em 2016) reforçam a vulnerabilidade climática local, tornando prioritária a articulação entre investimentos em saneamento, gestão de resíduos e diversificação energética para reverter esse quadro combinado de deficiência ambiental e pressão climática crescente.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.9%
2015
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2015
Perda de água
SNIS/SINISA
26.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
23.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
73.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
185 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
185 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
185 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
695.546 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.221 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
39.160 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
14
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
