Campo AlegreSC

12.815 habitantes · IBGE 4203303

IA

Resumo socioambiental

Campo Alegre/SC apresenta situação predominantemente favorável em saneamento básico, com cobertura de água domiciliar de 98,5% em 2022 — bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (90,1%), posicionando o município no percentil 85 do país. A perda de água, contudo, ainda é um ponto de atenção: 23,1% em 2022, valor estável desde 2020 e melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média catarinense (34,6%), mas que representa desperdício relevante de um recurso tratado, com possível impacto financeiro nos sistemas de abastecimento.

Na gestão de resíduos sólidos, o município avançou significativamente: o destino inadequado de domicílios caiu de 14,3% (2010) para 4,7% (2022), redução de 67,5%, embora ainda acima da média estadual (3,2%). A coleta domiciliar atingiu 88,0%, superando a mediana nacional (76,9%), mas ligeiramente abaixo da média de SC (89,7%). Chama atenção que, mesmo com a melhoria na destinação, as emissões de GEE por resíduos cresceram 46,8% entre 2010 e 2024 (de 4.473 para 6.566 tCO₂e), sugerindo aumento no volume gerado ou mudanças na composição dos rejeitos, o que merece monitoramento associado às políticas de coleta seletiva e compostagem.

O balanço climático é o destaque mais positivo do dossiê: as emissões totais de GEE recuaram 80,3% entre 2010 e 2024 (de 420.807 para 82.703 tCO₂e), reflexo sobretudo da queda nas emissões de energia (-69,6%), ainda que 2024 tenha registrado alta pontual nesse setor. Mesmo assim, o município permanece acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e é maior que o valor de Campo Alegre, portanto favorável), situando-se no percentil 34 — ou seja, entre os municípios com menores emissões relativas no país.

Os registros de eventos hidrológicos extremos (cheia e seca, ambos com 1 registro em 2016) são pontuais na série disponível e não permitem inferência de tendência, mas indicam exposição climática que reforça a importância de manter o controle de perdas de água e a gestão de resíduos como eixos prioritários da política ambiental municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.8%

2024

88
0.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

77.8%

2024

3
558.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.0%

2022

73
2.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.7%

2022

77
67.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

82.703 tCO₂e

2024

66
80.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.566 tCO₂e

2024

48
46.8% no período

Emissões de energia

SEEG

35.327 tCO₂e

2024

37
69.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.