Campo LargoPR
142.695 habitantes · IBGE 4104204
Resumo socioambiental
Campo Largo apresenta quadro saneamento misto, com queda recente na cobertura de água que exige atenção. O abastecimento de água caiu para 81,9% em 2024, retrocesso de 4,0% frente ao ano anterior e bem abaixo dos patamares acima de 97% observados entre 2020 e 2022; ainda assim, o município permanece acima da mediana nacional (73,2%), embora abaixo da média paranaense (89,5%). Já a coleta de esgoto evoluiu de forma expressiva desde 2009 (37,8%) até 72,1% em 2024, superando a mediana do país (59,9%) e aproximando-se do índice estadual (82,9%), mesmo após uma queda pontual em 2023. O tratamento de esgoto é o destaque positivo: 76,0% em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (33,3%) e próximo do valor paranaense (78,8%), posicionando o município no percentil 82 do país — indicando que o esgoto coletado tem destinação adequada na maior parte dos casos, apesar de apenas 2 ETEs registradas em 2020.
Um ponto de alerta é a perda de água na distribuição, que subiu para 36,6% em 2024, o maior valor da série histórica e acima da mediana nacional (29,1%) e da média do Paraná (29,0%). Essa perda elevada, combinada com a queda simultânea da cobertura de água, sugere possível deterioração da infraestrutura de abastecimento que merece investigação e investimento prioritário. Em contrapartida, os indicadores domiciliares do Censo são favoráveis: 90,1% dos domicílios com coleta de esgoto em 2022 (acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 3,6% com destino inadequado de resíduos, bem abaixo da mediana do país (14,9%) e da média estadual (5,6%).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 590.153 tCO₂e em 2024, redução de 24,7% em relação ao pico da série, mas o município ainda figura no percentil 83 nacional, refletindo uma pegada de carbono elevada para o porte populacional. Chama atenção o comportamento oposto dos dois principais setores emissores: energia cresceu 70,1% desde 2010, atingindo 561.890 tCO₂e (percentil 96), enquanto resíduos também aumentaram 33,5% no período, para 58.065 tCO₂e (percentil 94) — este último crescimento é coerente com a ampliação da cobertura de coleta de esgoto e resíduos sólidos, que tende a elevar as emissões associadas ao tratamento. A geração solar, embora ainda modesta (4 MW em 2024), cresceu 55,8% desde 2022 e supera a mediana nacional (908 kW), indicando início de diversificação da matriz energética local.
Em síntese, Campo Largo avançou consistentemente em tratamento e coleta de esgoto, com indicadores acima da média nacional, mas enfrenta desafios recentes na cobertura e perdas de água, que demandam investimento em infraestrutura de distribuição. O perfil de emissões, dominado por energia e resíduos, sugere que o crescimento urbano e a expansão dos serviços de saneamento devem vir acompanhados de eficiência energética e gestão de resíduos para conter a trajetória de emissões, apesar da recente queda registrada em 2024.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
72.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
76.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
36.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
590.153 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
58.065 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
561.890 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
