Campo Limpo de GoiásGO

8.449 habitantes · IBGE 5204854

IA

Resumo socioambiental

Campo Limpo de Goiás apresenta situação socioambiental mista, com desempenho relativamente favorável em saneamento de água, mas desafios importantes em coleta de resíduos e trajetória de emissões. A cobertura de água atingiu 84,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 62, embora ainda abaixo da média estadual de Goiás (89,1%). A perda de água, por sua vez, é um ponto positivo: 14,4% em 2022, bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média do estado (27,8%), posicionando o município no percentil 13 — ou seja, entre os municípios com menor desperdício do país, mesmo tendo enfrentado picos de perda em 2020 (22,1%).

Já a gestão de resíduos sólidos mostra sinais de deterioração. A cobertura de coleta domiciliar caiu de 84,5% em 2010 para 68,1% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos recuou para 10,7%, ainda acima da média goiana (5,5%), mas abaixo da mediana nacional (14,9%). Essa queda na cobertura de coleta é coerente com o forte crescimento das emissões de resíduos no SEEG, que mais que dobraram entre 2010 e 2024 (+119,4%, chegando a 4.662 tCO₂e), sugerindo que parte dos resíduos não coletados pode estar sendo tratada de forma inadequada, com maior geração de metano.

No balanço geral de gases de efeito estufa, o município emitiu 61.547 tCO₂e em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 26, com tendência de queda desde o pico de 2018 (76.902 tCO₂e). As emissões de energia caíram significativamente no período (-41,0%), embora venham subindo desde 2020, o que pode refletir aumento no consumo elétrico ou uso de combustíveis fósseis locais. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes para o município.

Em síntese, Campo Limpo de Goiás destaca-se positivamente na eficiência da rede de abastecimento de água e no controle geral de emissões frente ao padrão nacional, mas necessita de atenção prioritária à cobertura de coleta de resíduos sólidos, cuja retração aparenta estar associada ao aumento das emissões do setor — indicando a necessidade de investimentos em ampliação e regularização do serviço de coleta como medida de impacto duplo, sanitário e climático.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

83.7%

2024

66
11.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.2%

2024

80
24.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.1%

2022

36
19.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.7%

2022

59
31.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.547 tCO₂e

2024

74
3.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.662 tCO₂e

2024

60
119.4% no período

Emissões de energia

SEEG

12.142 tCO₂e

2024

60
41.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.