Campos GeraisMG

26.809 habitantes · IBGE 3111606

IA

Resumo socioambiental

Campos Gerais/MG apresenta quadro socioambiental misto, com destaque negativo para o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 71,7% em 2024, recuperando-se após anos de estagnação em torno de 64-65%, mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média mineira (83,3%). Mais preocupante é a coleta de esgoto, que caiu de patamares próximos a 100% entre 2016 e 2021 para apenas 67,2% em 2024 — queda de 32,8% no período recente — e, sobretudo, o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde pelo menos 2011, bem abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (44,6%). Essa ausência total de tratamento é o ponto crítico do dossiê, pois todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer processamento.

A perda de água na distribuição, embora tenha oscilado bastante na série histórica, fechou 2024 em 20,6%, ainda inferior à mediana nacional (29,1%) e à média de MG (35,8%), indicando eficiência operacional relativamente melhor que a média do país nesse quesito específico. Já os indicadores censitários de destinação de resíduos mostram avanço parcial: o percentual de domicílios com coleta subiu para 73,3% em 2022, e a destinação inadequada caiu de 28,3% para 17,7% no mesmo período — redução expressiva, mas o valor final ainda supera a mediana nacional (14,9%) e principalmente a de MG (7,4%), sinalizando que parte da população segue sem manejo adequado de resíduos.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 252.948 tCO₂e em 2010 para 164.837 tCO₂e em 2024 (-34,8%), ainda que acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, contudo, mantêm-se praticamente estáveis (14.992 tCO₂e em 2024, variação de apenas +1,1% desde 2010) e em patamar bem superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 77), o que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e com os desafios na destinação de resíduos sólidos. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 49,4% no período, atingindo 31.656 tCO₂e em 2024, também acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sugerindo pressão adicional sobre a matriz energética local.

Em síntese, o município evidencia progresso em cobertura de água e redução de destinação inadequada de resíduos, mas enfrenta retrocesso na coleta de esgoto e estagnação crônica no tratamento sanitário, fatores que se refletem nas emissões elevadas de resíduos e reforçam a necessidade de investimentos prioritários em estações de tratamento de esgoto como medida estruturante para o desenvolvimento socioambiental do território.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.7%

2024

48
3.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

67.2%

2024

56
32.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

20.6%

2024

73
53.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.3%

2022

44
2.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.7%

2022

44
37.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

164.837 tCO₂e

2024

45
34.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.992 tCO₂e

2024

23
1.1% no período

Emissões de energia

SEEG

31.656 tCO₂e

2024

40
49.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.