Campos SalesCE
26.082 habitantes · IBGE 2302701
Resumo socioambiental
Campos Sales apresenta um quadro de saneamento básico frágil e contraditório. A cobertura de água registrou salto expressivo em 2022, atingindo 83,7%, superando a mediana nacional (76,5%) e a média cearense (69,9%), o que coloca o município no percentil 61. Entretanto, esse avanço contrasta fortemente com a coleta de esgoto, estagnada em apenas 12,3% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (40,3%), posicionando o município no percentil 7 — um dos piores do país nesse quesito. O tratamento de esgoto também é insuficiente, com 12,8% em 2022, em trajetória de queda (-23,1% desde 2008), reforçando o descompasso entre o abastecimento e a destinação adequada dos efluentes.
A perda de água na distribuição é outro ponto crítico: 48,5% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (38,5%), situando o município no percentil 83 (pior faixa). Esse desperdício, somado à baixa cobertura de coleta domiciliar de resíduos — apenas 26,9% em 2022, com queda acentuada de 62,1% desde 2010 (percentil 3, entre os piores do Brasil) —, evidencia fragilidades estruturais na gestão dos serviços urbanos que comprometem tanto a eficiência hídrica quanto a destinação de resíduos sólidos, refletida no percentual de destino inadequado de domicílios (21,9%), acima da mediana nacional e da UF.
No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 124.589 tCO₂e em 2024, próximas à mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas as emissões de resíduos cresceram 46,2% desde 2010, atingindo 16.276 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 79. Esse crescimento é coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, sugerindo que a decomposição inadequada de resíduos e efluentes contribui significativamente para o perfil de emissões do município. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada (+81,0% desde 2010), somando 28.979 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional.
Por fim, os registros hidrológicos indicam vulnerabilidade à seca, com 25 registros observados em 2016, no percentil 100 nacional — o valor máximo entre os municípios comparados —, enquanto não há registros de cheia no mesmo ano. Esse cenário reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão hídrica, já que a combinação de alta perda de água, baixa cobertura de esgotamento sanitário e forte suscetibilidade à seca representa risco socioambiental relevante para a sustentabilidade do município a médio prazo.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
10.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
13.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
43.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
26.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
124.589 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.276 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
28.979 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
25
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
