CamutangaPE

7.972 habitantes · IBGE 2603603

IA

Resumo socioambiental

Camutanga/PE apresenta avanço expressivo no saneamento básico, com destaque para o abastecimento de água, que atingiu 100,0% de cobertura em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (86,7%), colocando o município no percentil 100 do país. Esse resultado veio acompanhado de forte redução nas perdas de água, que caíram de 62,4% em 2008 para 14,0% em 2022 (variação de -77,5%), ficando bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e do patamar estadual (43,5%), o que indica ganhos relevantes de eficiência operacional na gestão hídrica local.

O quadro de manejo de resíduos sólidos, no entanto, ainda exige atenção. A coleta domiciliar atende 78,4% dos domicílios em 2022, praticamente em linha com a mediana nacional (76,9%) e a média de Pernambuco (76,8%), mas o percentual de destino inadequado de resíduos ainda é de 16,8%, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (14,8%), apesar da queda de 39,7% desde 2010. Essa lacuna ajuda a explicar a trajetória crescente das emissões de resíduos no SEEG, que subiram 41,1% entre 2010 e 2024, atingindo 4.371 tCO₂e — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em direção contrária à da água, sinalizando que o esforço de universalização não se estendeu com a mesma intensidade ao setor de resíduos.

Em termos de emissões totais de GEE, o município soma 42.714 tCO₂e em 2024, com leve recuo de 2,6% em relação a 2010, situando-se no percentil 18 nacional — ou seja, entre os municípios de menor pegada relativa no país, muito distante da média estadual (34,9 milhões de tCO₂e, um valor de escala completamente distinta). O setor de energia é o que mais preocupa na trajetória local, com alta de 8,8% no período e emissões de 26.725 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 57, sugerindo maior dependência de fontes emissoras nesse setor, ainda que o município mantenha capacidade estável de geração por biomassa (30 MW desde 2015, no percentil 79 nacional).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, o que limita a análise de risco climático hidrológico recente, mas o compromisso já demonstrado no setor de água — com metas de universalização atingidas e perdas reduzidas — indica capacidade de gestão que poderia ser replicada no aprimoramento da destinação de resíduos, contribuindo para conter o crescimento das emissões associadas a esse setor.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.5%

2024

68
66.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.2%

2024

96
86.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.4%

2022

53
8.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.8%

2022

47
39.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

30 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.714 tCO₂e

2024

82
2.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.371 tCO₂e

2024

62
41.1% no período

Emissões de energia

SEEG

26.725 tCO₂e

2024

43
8.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.