Canaã dos CarajásPA

86.629 habitantes · IBGE 1502152

IA

Resumo socioambiental

Canaã dos Carajás apresenta quadro de saneamento básico frágil e em deterioração recente, contrastando com um perfil de emissões muito acima do padrão nacional. A cobertura de água caiu de 89,5% (2021) para 60,3% (2022), variação de -13,0% na série histórica e abaixo da mediana nacional de 76,5% (percentil 30). O tratamento de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 0,2% (2022) — queda de -99,5% frente aos 32,9% registrados em 2012 —, ainda que a coleta de esgoto tenha evoluído para 72,5% (2021, +211,0% desde 2007), próxima da mediana da UF mas distante da mediana nacional (87,8%). Essa lacuna entre coleta e tratamento, com apenas 1 ETE registrada (2020), ajuda a explicar por que o esgoto coletado não é adequadamente tratado, representando risco sanitário e ambiental relevante.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de 80,2% (2018) para 41,5% (2022), ainda supera a mediana nacional (29,9%) e a média da UF (34,5%), indicando ineficiência operacional persistente no sistema de abastecimento. Por outro lado, os indicadores de resíduos sólidos domiciliares mostram avanço: a coleta de domicílios atingiu 89,3% (2022, percentil 76) e o destino inadequado caiu para 7,1% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (23,2%), sinalizando melhoria na gestão municipal de resíduos mesmo com aumento das emissões associadas ao setor.

Do ponto de vista climático, o município se destaca negativamente: as emissões totais de GEE alcançaram 1.457.297 tCO₂e (2024), no percentil 93 nacional, com pico histórico de 4,58 milhões de toneladas em 2023. As emissões de energia cresceram +145,4% desde 2010, chegando a 600.087 tCO₂e (2024, percentil 97), refletindo provavelmente a expansão da atividade minero-industrial local. As emissões de resíduos também dispararam, com alta de +306,1% no período, atingindo 45.839 tCO₂e (2024, percentil 93) — crescimento que acompanha a maior cobertura de coleta, mas que exige atenção para destinação final e tratamento adequado dos resíduos gerados.

Em síntese, Canaã dos Carajás combina avanços pontuais em coleta de resíduos domiciliares com retrocessos expressivos em saneamento hídrico (água e esgoto) e um perfil de emissões muito acima da mediana nacional, sobretudo nos setores de energia e resíduos. A prioridade de gestão deve recair sobre a recuperação da cobertura e qualidade do abastecimento de água, a ampliação do tratamento de esgoto — hoje quase nulo — e o monitoramento das emissões associadas ao crescimento econômico e populacional do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.5%

2023

16.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

47.6%

2023

2.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

99.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

74.5%

2023

7.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.3%

2022

76
6.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.1%

2022

68
54.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.457.297 tCO₂e

2024

7
1.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

45.839 tCO₂e

2024

7
306.1% no período

Emissões de energia

SEEG

600.087 tCO₂e

2024

3
145.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.