CanaãMG
4.832 habitantes · IBGE 3111705
Resumo socioambiental
Canaã/MG apresenta um quadro sanitário contraditório: a coleta de esgoto atinge 100,0% dos domicílios (2021), muito acima da mediana nacional de 87,8% e da média mineira de 85,0% (percentil 100), mas o esgoto coletado não recebe nenhum tratamento — 0,0% desde pelo menos 2017, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 44,5% (percentil 25). Isso significa que praticamente todo o esgoto do município é despejado in natura no ambiente, um passivo ambiental relevante que a coleta universal, isoladamente, não resolve.
O abastecimento de água é o ponto mais crítico: a cobertura caiu para 40,0% em 2022, recuando 7,8% na série e permanecendo estagnada na faixa de 40% desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e de Minas Gerais (84,3%), posicionando o município no percentil 12 — entre os piores do país. A perda de água, embora tenha caído 15,5% no período e esteja em 25,7% (2022), ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (35,0%), ainda representa desperdício significativo em um sistema que já atende parcela pequena da população.
Na gestão de resíduos sólidos, houve avanço expressivo: o destino inadequado de domicílios caiu de 53,1% (2010) para 8,6% (2022), redução de 83,7%, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do percentil mineiro (7,4%). Coerentemente, as emissões de resíduos cresceram 27,6% no período, alcançando 2.785 tCO₂e em 2024 — tendência esperada com a formalização da destinação, mas que reforça a necessidade de monitorar o manejo desses resíduos para evitar aumento contínuo de emissões.
Do ponto de vista climático, o município tem perfil de baixas emissões relativas: 33.243 tCO₂e em 2024 (percentil 13 nacional), com energia em queda discreta (-1,1%) e potência hidráulica estável em 436 kW desde 2010, sem expansão. Os registros de cheia (2 em 2016) colocam Canaã no percentil 87 nacional, indicando exposição a eventos hídricos que, somada à baixa cobertura de água e ausência de tratamento de esgoto, sugere prioridade de investimento em infraestrutura hídrica e sanitária como eixo central da agenda socioambiental local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
47.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
46.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
436 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
436 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
33.243 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.785 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.173 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
