Canabrava do NorteMT

4.480 habitantes · IBGE 5102694

IA

Resumo socioambiental

Canabrava do Norte apresenta um quadro de saneamento com avanços parciais e lacunas relevantes. A cobertura de água atingiu 78,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e no percentil 52, ainda que distante do desempenho médio de Mato Grosso (87,2%). Já o tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em 2022), bem abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (42,5%), configurando o principal passivo sanitário do município. Em contrapartida, a perda de água na distribuição é baixa (10,3%), destacando-se favoravelmente frente à mediana nacional (29,9%) e à mineira UF (40,5%), no percentil 8 — indicando gestão eficiente da rede, mesmo sem tratamento do esgoto coletado.

A coleta de resíduos domiciliares evoluiu de 60,1% (2010) para 66,4% (2022), alta de 10,5%, mas permanece abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (84,7%), no percentil 34. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos, embora em queda (de 39,9% para 33,4%, -16,3%), ainda é mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (11,2%), posicionando o município no percentil 78 — entre os piores do país nesse quesito. A ausência de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada de resíduos sugerem um padrão comum de infraestrutura urbana ainda incompleta, apesar da melhora na coleta.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram de 1.286.324 tCO₂e (2010) para 1.064.798 tCO₂e (2024), recuo de 17,2%, após picos expressivos em 2023 (4,7 milhões tCO₂e) e 2019 (2,8 milhões tCO₂e), refletindo provável variabilidade do uso da terra. Mesmo com a queda, o município está no percentil 90 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora irrisório frente ao total da UF (384,8 milhões tCO₂e). As emissões de resíduos, de 2.441 tCO₂e em 2024, cresceram 18,6% desde 2010, mas seguem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 18 — um contraste com a alta taxa de destinação inadequada, sugerindo que o volume absoluto de resíduos ainda é pequeno. Já as emissões de energia dispararam 204,7% no período, chegando a 9.870 tCO₂e em 2024, ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas em trajetória de crescimento acelerado que merece monitoramento.

Eventos hidrológicos extremos são pontuais na série disponível: 2 registros de cheia e 1 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), mas muito inferiores aos totais da UF (86 cheias e 23 secas), posicionando o município nos percentis 87 e 59, respectivamente. Combinados, os indicadores apontam um município com infraestrutura hídrica relativamente eficiente, mas com déficit estrutural em esgotamento sanitário e destinação de resíduos, além de uma trajetória energética emissora crescente que contrasta com a redução das emissões totais de G

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.0%

2024

29
25.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

62.0%

2024

52
38.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

22.2%

2024

43

Perda de água

SNIS/SINISA

52.6%

2024

15
412.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.4%

2022

34
10.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.4%

2022

22
16.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.064.798 tCO₂e

2024

10
17.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.441 tCO₂e

2024

82
18.6% no período

Emissões de energia

SEEG

9.870 tCO₂e

2024

65
204.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.