CanapiAL

15.743 habitantes · IBGE 2701605

IA

Resumo socioambiental

Canapi/AL apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água chegou a 35,1% em 2024, ante mediana nacional de 73,2% e mediana estadual de 72,8%, posicionando o município no percentil 9 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Ao mesmo tempo, a perda de água na distribuição saltou para 46,8% em 2024, bem acima da mediana nacional (29,1%) e também superior ao próprio patamar do Estado (63,1% de UF, percentil 80 do município), evidenciando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura. A trajetória histórica mostra que as perdas eram baixas até 2016, mas cresceram de forma acentuada a partir de 2018, sinalizando deterioração da infraestrutura ou da gestão do sistema.

O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante. Apenas 46,4% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, contra mediana nacional de 76,9%, enquanto o destino inadequado de dejetos atingia 50,3% dos domicílios — mais de três vezes a mediana do país (14,9%) e acima até da média estadual (13,0%), colocando o município no percentil 93, entre os piores do Brasil. Essa carência sanitária ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que somaram 7.878 tCO₂e em 2024, com alta de 42,8% desde 2010 e acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o manejo precário dos dejetos e resíduos sólidos no território.

Nas emissões totais de GEE, Canapi registrou 52.610 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com tendência de crescimento (+7,1% no período e alta acumulada desde 2014). Chama atenção o salto nas emissões de energia, que passaram de patamares estáveis (~7 mil tCO₂e) para 26.652 tCO₂e em 2024, aumento de 350,7% desde 2010, concentrado principalmente a partir de 2019-2022 — um ponto que merece investigação sobre fontes energéticas locais e possível eletrificação ou uso de combustíveis fósseis.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram que o município enfrentou eventos de seca (19 registros) mais intensamente do que cheias (1 registro), ainda que ambos os indicadores fiquem distantes dos volumes estaduais (672 e 70, respectivamente). Combinados, os dados indicam que Canapi enfrenta déficit estrutural de saneamento, vulnerabilidade hídrica e pressão crescente de emissões, exigindo investimentos prioritários em ampliação e eficiência dos sistemas de água e esgoto, que também trariam benefícios diretos na redução de emissões associadas a resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

35.1%

2024

9
71.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.8%

2024

20
75.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

46.4%

2022

12
36.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.3%

2022

7
23.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

52.610 tCO₂e

2024

78
7.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.878 tCO₂e

2024

41
42.8% no período

Emissões de energia

SEEG

26.652 tCO₂e

2024

43
350.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

19

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.