CanavieirasBA

34.343 habitantes · IBGE 2906303

IA

Resumo socioambiental

Canavieiras apresenta quadro misto no saneamento e sinais preocupantes nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 77,1% em 2022, ligeiramente acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 51. Já a coleta de esgoto, com 67,4% em 2021, fica bem abaixo da mediana nacional (87,8%), embora supere a média estadual (63,0%). Um ponto positivo é o tratamento de esgoto, que alcançou 70,0% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (37,7%) e da UF (53,1%), colocando o município no percentil 69. Essa combinação sugere que, apesar da coleta ainda limitada, o esgoto captado é tratado com eficiência acima da média, mitigando parcialmente os impactos ambientais da baixa cobertura de rede.

A perda de água na distribuição, de 24,1% em 2022, é inferior às medianas nacional (29,9%) e estadual (35,0%), mas representa alta de 55,2% desde 2008, indicando deterioração da eficiência operacional que merece atenção antes que se aproxime dos patamares mais críticos do país. No âmbito domiciliar, o destino inadequado de resíduos atinge 20,0% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), refletindo lacunas na gestão de resíduos sólidos que dialogam diretamente com o crescimento das emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 14.253 tCO₂e em 2024, alta de 49,4% desde 2010 e bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 76.

O dado mais crítico do dossiê é o total de emissões de GEE do município, que chegou a 1.409.881 tCO₂e em 2024 — variação de +66,7% desde 2010 e posicionamento no percentil 93 nacional, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Embora distante da magnitude estadual, esse volume é expressivo para um município de porte médio e sugere forte influência de mudança no uso da terra, dado que as emissões de energia (22.271 tCO₂e) e resíduos (14.253 tCO₂e) juntas não explicam a maior parte do total. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a série de apenas um ano limita conclusões sobre risco hidroclimático.

Em síntese, Canavieiras avança no tratamento de esgoto e mantém perdas de água controladas frente ao cenário nacional, mas enfrenta desafios na expansão da coleta de esgoto, no destino adequado de resíduos e, sobretudo, na contenção das emissões totais de GEE, cujo crescimento acelerado exige investigação da origem (provavelmente mudança de uso da terra) e ações de mitigação articuladas com a gestão de resíduos e infraestrutura de saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.8%

2024

51
7.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

49.8%

2024

41
8.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

66.0%

2024

73
9.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.1%

2024

67
6.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.8%

2022

50
3.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.0%

2022

41
4.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.409.881 tCO₂e

2024

7
66.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.253 tCO₂e

2024

24
49.4% no período

Emissões de energia

SEEG

22.271 tCO₂e

2024

47
34.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.