Cândido MotaSP

30.172 habitantes · IBGE 3510005

IA

Resumo socioambiental

Cândido Mota apresenta desempenho saneamento acima da média nacional em quase todos os indicadores. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e o próprio estado de São Paulo (95,2%), com salto expressivo de +9,5% em relação à série histórica, que oscilava entre 90% e 94% desde 2008. A coleta de esgoto também é elevada, em 98,9% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,6%), embora estável nos últimos anos. O avanço mais notável está no tratamento de esgoto, que saltou de 69,6% em 2008 para 98,0% em 2022 (variação de +40,7%), posicionando o município no percentil 89 nacional e muito acima da mediana do Brasil (37,7%) e da própria UF (69,6%) — resultado consistente com apenas 1 ETE registrada, mas operando com alta eficiência. A perda de água na distribuição caiu de forma acentuada, de patamares acima de 30% para 12,3% em 2022 (-66,4%), ficando no percentil 10 nacional (quanto menor, melhor), o que indica ganho real de eficiência operacional do sistema.

No âmbito dos resíduos domiciliares, o quadro também é favorável: 95,8% dos domicílios têm coleta de lixo (2022, percentil 93) e apenas 2,2% têm destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora acima do índice da UF (1,0%). Essa boa gestão de resíduos sólidos, entretanto, não se traduz em baixas emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 16.572 tCO₂e em 2024, valor bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mesmo com tendência de queda (-10,6% desde 2010), sugerindo que o volume gerado pelo município ainda pressiona o balanço de gases de efeito estufa.

As emissões totais de GEE somaram 293.730 tCO₂e em 2024, no percentil 70 nacional, com o setor de energia respondendo pela maior parcela (141.704 tCO₂e, percentil 86) e em leve alta (+6,4%). A presença de 43 MW de potência hidráulica instalada, estável desde 2010, ajuda a explicar parte da matriz energética local, mas também é tratada como indicador de pressão ambiental (maior=pior) por seu impacto territorial associado. Não há registros de eventos de cheia em 2016, mas há 1 registro de seca, alinhado ao padrão de risco hídrico moderado da região.

Em síntese, Cândido Mota destaca-se nacionalmente pela infraestrutura de saneamento — água, esgoto e resíduos sólidos —, com indicadores consistentemente superiores à mediana do Brasil e, em vários casos, à própria média estadual. O desafio remanescente está na frente climática: as emissões de energia e resíduos permanecem elevadas frente ao padrão nacional, indicando que o avanço em cobertura e tratamento não foi acompanhado, na mesma proporção, pela redução das emissões associadas a esses mesmos setores.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.6%

2024

85
1.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

94.6%

2024

90
0.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

80.0%

2024

86
2.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.2%

2024

34
17.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.8%

2022

93
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.2%

2022

87
49.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

43 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

43 MW

2024

77
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

293.730 tCO₂e

2024

30
0.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.572 tCO₂e

2024

20
10.6% no período

Emissões de energia

SEEG

141.704 tCO₂e

2024

14
6.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.