CandiotaRS
10.992 habitantes · IBGE 4304358
Resumo socioambiental
Candiota/RS apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contradição entre saneamento básico e emissões atmosféricas. A cobertura de água é o ponto mais crítico: caiu de 90,0% em 2011 para 47,1% em 2022, uma retração de -47,6%, deixando o município no percentil 17 nacional e bem abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%). Em contraste, a perda de água na distribuição é 0,0% desde 2011, situação atípica e favorável frente à mediana nacional de 29,9%, sugerindo eficiência operacional na rede existente, ainda que a cobertura insuficiente limite o benefício para a população.
O saneamento de esgoto mostra recuperação recente relevante: a coleta atingiu 93,9% em 2021 (percentil 57) e o tratamento saltou para 94,4% em 2022, após anos de estagnação em zero entre 2017 e 2020 — um avanço expressivo que coloca o município acima da mediana nacional (37,7%) e da média estadual (30,8%), no percentil 87. Essa melhoria no tratamento de esgoto é coerente com a queda de -39,7% no indicador de destino inadequado de domicílios (de 25,8% em 2010 para 15,5% em 2022), embora este último ainda esteja próximo da mediana nacional (14,9%) e distante do padrão gaúcho (4,5%), indicando que parte da população ainda carece de destinação adequada de resíduos.
O aspecto mais preocupante do dossiê é o perfil de emissões de GEE, fortemente influenciado pela matriz energética local. As emissões totais somaram 9.844.852 tCO₂e em 2024, com alta de +140,7% desde 2010, colocando o município no percentil 99 nacional — patamar excepcional para uma população de apenas ~11 mil habitantes. Esse resultado é explicado quase integralmente pelo setor de energia, responsável por 9.645.701 tCO₂e (percentil 100 nacional), associado à operação de usina térmica fóssil cuja potência instalada cresceu de 350 MW para 695 MW em 2019 e permanece estável desde então. As emissões de resíduos, por sua vez, são comparativamente modestas (4.283 tCO₂e em 2024, percentil 37, abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), reforçando que o desafio climático do município está concentrado no setor energético, e não na gestão de resíduos sólidos.
Do ponto de vista de eventos hidrológicos, os registros de 2016 indicam exposição tanto a cheias (2 registros, percentil 87) quanto a secas (6 registros, percentil 79), ambos acima da mediana nacional (zero), o que exige atenção da gestão local para riscos climáticos combinados. Em síntese, Candiota concentra um desafio duplo: modernizar e ampliar a cobertura de abastecimento de água, hoje crítica, e endereçar a matriz energética fóssil que projeta o município a patamares de emissões incompatíveis com seu porte populacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
47.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
23.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
37.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
78.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2021
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
695 MW
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
695 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
0.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
9.844.852 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.283 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.645.701 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
