CandóiPR

15.174 habitantes · IBGE 4104428

IA

Resumo socioambiental

Candói/PR apresenta em 2024 cobertura de água de 60,9% e coleta de esgoto de 46,0%, ambos abaixo da mediana nacional (73,2% e 59,9%, respectivamente) e distantes da média paranaense (89,5% e 82,9%), posicionando o município nos percentis 33 e 37 do país. Chama atenção a instabilidade recente da série: após atingir 76,9% de cobertura de água e 85,9% de coleta de esgoto em 2021-2022, houve queda abrupta em 2023 (52,2% e 36,7%) com recuperação parcial em 2024, sugerindo possível ruptura operacional ou mudança metodológica no reporte ao SNIS que merece verificação local. Já o tratamento de esgoto (56,8% em 2024) segue trajetória de crescimento consistente e supera a mediana nacional (33,3%), embora ainda distante do patamar estadual (78,8%), resultado compatível com a operação de apenas 1 ETE registrada no município (2020).

Do lado da eficiência operacional, a perda de água de 16,6% (2024) é favorável, bem abaixo da mediana nacional e da UF (ambas próximas de 29%), indicando boa gestão da rede de distribuição apesar das oscilações de cobertura. No recorte censitário, o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 46,1% (2010) para 22,5% (2022), avanço expressivo, mas o indicador permanece pior que a mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (5,6%), evidenciando que o saneamento básico ainda é um gargalo estrutural relativo aos pares paranaenses.

Em emissões de GEE, Candói registrou 367.722 tCO₂e em 2024, queda de 10,9% frente à série histórica, mas ainda no percentil 74 nacional — valor elevado para o porte populacional (~15 mil habitantes). O crescimento das emissões de energia (+117,8% desde 2010, atingindo 102.295 tCO₂e) acompanha a expansão da potência hidráulica instalada, que saltou de 65 MW para 105 MW no período, colocando o município no percentil 85 nacional nesse quesito — reflexo de sua vocação como polo gerador de energia. Já as emissões de resíduos cresceram 67,5% desde 2010 (7.579 tCO₂e em 2024, percentil 57), movimento coerente com a insuficiência ainda observada na coleta de esgoto e no destino inadequado de resíduos, reforçando a necessidade de investimentos integrados em saneamento para conter tanto os passivos sanitários quanto as emissões associadas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.9%

2024

33
10.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

46.0%

2024

37
75.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

56.8%

2024

66
113.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

16.6%

2024

84
16.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.8%

2022

48
40.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.5%

2022

36
51.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

105 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

105 MW

2024

85
61.3% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

367.722 tCO₂e

2024

26
10.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.579 tCO₂e

2024

43
67.5% no período

Emissões de energia

SEEG

102.295 tCO₂e

2024

18
117.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.