CanindéCE

77.207 habitantes · IBGE 2302800

IA

Resumo socioambiental

Canindé/CE apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para o saneamento básico deficitário. A cobertura de água atingiu 79,0% em 2022, evolução expressiva (+9,2 pontos desde 2008) que supera a mediana da UF (69,9%) e se aproxima da mediana nacional (76,5%, percentil 54). Em contraste, a coleta de esgoto é crítica: apenas 32,4% em 2021 (percentil 17), muito abaixo da mediana nacional (87,8%), ainda que superior à média cearense (40,3%). Mais grave é o retrocesso no tratamento de esgoto, que caiu de 40,5% em 2021 para apenas 10,7% em 2022 — queda acumulada de -55,8% na série histórica —, indicando possível problema operacional nas ETEs existentes (2 unidades registradas em 2020), já que a infraestrutura física não acompanhou a queda no desempenho.

A perda de água na distribuição, de 38,9% em 2022, é maior que a mediana nacional (29,9%) e ligeiramente superior à da UF (38,5%), revelando ineficiência que compromete os ganhos de cobertura obtidos. Do lado social, os dados censitários reforçam o cenário desfavorável: domicílios com coleta de esgoto caíram de 61,8% (2010) para 48,2% (2022), bem abaixo da mediana nacional e da UF (ambas acima de 76%), enquanto o destino inadequado de dejetos atinge 31,7% dos domicílios (percentil 76), mais que o dobro da mediana nacional (14,9%). Essa combinação de baixa coleta, queda no tratamento e alto descarte inadequado sugere pressão direta sobre corpos hídricos e saúde pública.

No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 525.476 tCO₂e em 2024 (+51,2% desde 2010, percentil 81), impulsionadas por energia (102.881 tCO₂e, +66,3%) e resíduos (41.106 tCO₂e, +41,1%, percentil 92). O crescimento das emissões de resíduos guarda relação direta com a fragilidade do saneamento: a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, associada ao aumento populacional, tende a ampliar a geração de metano em disposição inadequada. Some-se a isso o histórico de eventos hidrológicos extremos (21 registros de seca e 2 de cheia em 2016, ambos com percentis elevados), embora o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (5.000, percentil 100) aponte relativo otimismo estrutural em relação à UF e ao país.

Em síntese, Canindé avançou no abastecimento de água, mas enfrenta deterioração acentuada no tratamento de esgoto e no destino de resíduos, com reflexos crescentes nas emissões de GEE. A prioridade de gestão deve recair sobre a recuperação da capacidade de tratamento de esgoto e a redução de perdas na rede de água, medidas que tendem a gerar ganhos simultâneos em saúde pública e mitigação climática.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.7%

2024

47
9.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

13.7%

2024

11
46.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

17.8%

2024

39
33.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.9%

2024

43
15.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.2%

2022

13
22.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.7%

2022

24
17.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

525.476 tCO₂e

2024

19
51.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

41.106 tCO₂e

2024

8
41.1% no período

Emissões de energia

SEEG

102.881 tCO₂e

2024

18
66.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

21

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.