CanitarSP
6.524 habitantes · IBGE 3510153
Resumo socioambiental
Canitar/SP apresenta indicadores de saneamento acima da mediana nacional em vários aspectos, mas com sinais de deterioração recente. A cobertura de água atingiu 91,2% em 2022, bem acima da mediana nacional (73,2%), embora tenha recuado 3,7% frente à série histórica e ainda fique abaixo dos 96,6% da média estadual paulista. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 60,0% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e muito superior ao patamar estadual (28,2%), indicando ineficiência operacional que pressiona custos e compromete a sustentabilidade do sistema hídrico local.
No esgotamento sanitário, o município mantinha coleta de 100,0% em 2016, superando a mediana nacional (59,9%) e a média de SP (92,5%), mas o tratamento de esgoto caiu para 48,0% em 2022, uma queda acentuada de 52% em relação ao pico histórico de 100% em 2013. Ainda assim, esse percentual supera a mediana nacional (33,3%), embora fique abaixo da média estadual (66,6%). A existência de apenas 1 ETE no município, no patamar mediano nacional, sugere capacidade de tratamento limitada frente ao crescimento potencial da demanda.
Em resíduos sólidos, Canitar destaca-se positivamente: o destino inadequado de domicílios é de apenas 1,1% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo à média estadual (1,0%), colocando o município no percentil 7 (entre os melhores do país). Contudo, essa gestão de resíduos vem acompanhada de aumento expressivo nas emissões de GEE do setor, que cresceram 52,6% entre 2010 e 2024, atingindo 3.411 tCO₂e — tendência contrária à esperada e que merece investigação, possivelmente ligada à geração e disposição final dos resíduos coletados.
O perfil de emissões totais de GEE é favorável, com 16.961 tCO₂e em 2024, no percentil 7 nacional (entre os mais baixos), refletindo forte queda nas emissões de energia (-28,6%) desde 2010. Não há registros de eventos de cheia, mas há 1 registro de seca em 2016. O investimento público informado no PNCP é modesto (R$ 45.867 em 2025), muito distante da mediana nacional de municípios (R$ 3,1 milhões), o que é incompatível com a necessidade de reversão das perdas de água e da queda no tratamento de esgoto — sinalizando um descompasso entre os desafios de infraestrutura identificados e o volume de recursos aplicados.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.2%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2016
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
48.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
60.0%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
16.961 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.411 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.327 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 46 mil
2025
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
