CanoasRS
359.554 habitantes · IBGE 4304606
Resumo socioambiental
Canoas apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento e emissões atmosféricas. O abastecimento de água é universalizado, com 100,0% de cobertura desde 2011, resultado muito superior à mediana nacional (76,5%) e à média do RS (88,1%), posicionando o município no percentil 100 do país. Em contrapartida, a perda de água na distribuição chegou a 53,6% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e do estado (36,5%), indicando ineficiência operacional relevante mesmo diante da cobertura plena — um desperdício que pressiona custos e sustentabilidade do sistema.
O saneamento de esgoto ainda é o principal desafio: a coleta atingiu 51,7% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%), embora superior à média gaúcha (49,5%). O tratamento, por sua vez, chegou a 40,3% em 2022, acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (30,8%), mas em trajetória de queda desde o pico de 51,1% em 2019 — sinal de possível defasagem entre expansão da coleta e capacidade de tratamento, já que o município opera com apenas 1 ETE (2020). Essa lacuna estrutural se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 169.206 tCO₂e em 2024, com crescimento constante de 33,7% desde 2010, situando Canoas no percentil 98 nacional.
O maior destaque negativo está nas emissões totais de GEE, que alcançaram 5.474.297 tCO₂e em 2024, colocando o município no percentil 99 do Brasil, com o setor de energia respondendo pela quase totalidade desse total (5.284.573 tCO₂e, percentil 100). Essa concentração é coerente com a presença de expressiva potência térmica fóssil instalada (252 MW, percentil 79), muito superior à matriz de biomassa (73 MW, ainda assim no percentil 89 nacional). Trata-se de um perfil energético-industrial intensivo em carbono, que exige atenção especial em políticas de transição energética.
Do lado da gestão de resíduos sólidos, os indicadores são positivos: 92,5% dos domicílios têm coleta (2022, percentil 83) e o destino inadequado é residual, em apenas 0,1% dos domicílios (percentil 1, entre os melhores do país). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, Canoas combina excelência em abastecimento de água e gestão de resíduos domiciliares com desafios estruturais em tratamento de esgoto e, sobretudo, em emissões atmosféricas ligadas à matriz energética, que demandam prioridade nas políticas públicas municipais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
62.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
21.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
46.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
325 MW
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
252 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
22.5%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
5.474.297 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
169.206 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.284.573 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
