CantagaloPR

10.799 habitantes · IBGE 4104451

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Resumo socioambiental

Cantagalo/PR apresenta avanço expressivo no saneamento básico, com destaque para a cobertura de água, que atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional de 76,5% e a média do Paraná (96,1%), posicionando o município no percentil 91. Já a coleta de esgoto, embora tenha crescido de forma consistente desde 2007 (+235,7%), alcançou 69,7% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (89,9%), situando o município apenas no percentil 37 — um contraste que indica descompasso entre a universalização da água e a ainda incompleta rede coletora de esgoto.

O tratamento de esgoto, por sua vez, evoluiu para 56,2% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%), embora ainda distante do patamar paranaense (78,7%). Chama atenção o fato de o município operar com apenas 1 ETE (2020), mesmo quantitativo da mediana nacional, mas muito inferior às 279 unidades do estado — sugerindo que o ganho no tratamento depende fortemente da eficiência dessa estrutura única. A perda de água no sistema de distribuição, de 26,7% em 2022, manteve-se abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), indicando gestão operacional relativamente eficiente, ainda que com oscilações ao longo da série histórica.

No recorte de destinação de resíduos domiciliares, 15,0% dos domicílios ainda têm destino inadequado (2022), valor próximo à mediana nacional (14,9%), mas muito acima do padrão paranaense (5,6%), revelando uma lacuna significativa quando comparado ao contexto estadual. Essa fragilidade dialoga com as emissões de resíduos, que cresceram +33,1% desde 2010, atingindo 5.278 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram substancialmente, de 289.587 tCO₂e (2022) para 109.949 tCO₂e em 2024 (-56,4% na série), ficando próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e em patamar muito inferior ao total estadual. Entretanto, as emissões de energia cresceram +15,9% no período, chegando a 18.268 tCO₂e em 2024, quase equivalentes à mediana nacional. A expansão da potência hidráulica instalada, que saltou de 320 kW (2010-2021) para 5 MW em 2024, pode contribuir para diversificação da matriz local, embora ainda represente metade da mediana nacional (10 MW). Não há registros recentes de eventos hidrológicos extremos além da seca pontual de 2016, mas a desatualização dessa série impede uma leitura mais robusta sobre riscos climáticos atuais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

83.4%

2024

66
24.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

55.9%

2024

46
123.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

56.4%

2024

65
70.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.0%

2024

70
11.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.8%

2022

59
14.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.0%

2022

50
47.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

5 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

44
1614.7% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

109.949 tCO₂e

2024

57
56.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.278 tCO₂e

2024

56
33.1% no período

Emissões de energia

SEEG

18.268 tCO₂e

2024

51
15.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.