CantagaloRJ

19.996 habitantes · IBGE 3301108

IA

Resumo socioambiental

Cantagalo/RJ apresenta em 2024 cobertura de água de 85,5%, com avanço expressivo de 23,0 pontos percentuais desde 2010 e desempenho acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 70, embora ainda abaixo da média fluminense (90,6%). Esse ganho, contudo, é acompanhado por perda de água elevada, de 34,0% em 2024 — superior à mediana do país (29,1%) —, sugerindo que parte da ampliação da cobertura pode estar sendo comprometida por ineficiência na distribuição, com histórico de oscilações fortes (chegou a 73,3% em 2019 e 57,3% em 2023).

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta caiu de cobertura universal (100% entre 2009 e 2021) para 70,1% em 2023, uma queda de quase 30 pontos, e o tratamento de esgoto zerou, chegando a 0,0% em 2023, contra mediana nacional de 33,3% e média estadual de 52,9%. Isso indica que, mesmo com boa parte do esgoto sendo coletada, nenhum volume está sendo tratado atualmente — um retrocesso relevante frente aos 16,6% de tratamento observados em 2015. Em contrapartida, os indicadores censitários de manejo de resíduos são mais favoráveis: 90,0% dos domicílios têm coleta de lixo (2022, acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 5,0% têm destinação inadequada, também melhor que a mediana do país (14,9%), embora pior que o RJ (2,0%).

No eixo climático, as emissões de GEE do município somaram 3,44 milhões de tCO₂e em 2024, valor extremamente alto para o porte populacional, situando Cantagalo no percentil 97 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e) — e evidenciando papel importante de fontes fósseis/industriais na matriz local de emissões. As emissões por resíduos, de 16.102 tCO₂e (2024), também superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), num crescimento de 39% desde 2010, coerente com a ausência de tratamento de esgoto e possíveis lacunas na gestão de resíduos sólidos apesar da boa cobertura de coleta.

Em síntese, o município combina avanços recentes em abastecimento de água e coleta de resíduos domiciliares com deterioração acentuada do saneamento de esgoto e um perfil de emissões de GEE muito acima do padrão nacional. A prioridade de gestão deveria recair sobre a retomada do tratamento de esgoto — hoje inexistente — e sobre o controle de perdas no sistema de água, pois ambos os problemas tendem a agravar os indicadores ambientais e de saúde pública já sob pressão.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.5%

2024

70
23.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

70.1%

2023

29.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

99.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.0%

2024

39
103.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.0%

2022

77
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.0%

2022

76
58.8% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2025

87
100.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

28
114.3% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

3.438.184 tCO₂e

2024

3
1525.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.102 tCO₂e

2024

21
39.0% no período

Emissões de energia

SEEG

29.729 tCO₂e

2024

41
12.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.