CantanhedeMA

24.976 habitantes · IBGE 2102705

IA

Resumo socioambiental

Cantanhede/MA apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 26,1% em 2024, colocando o município no percentil 5 nacional — ou seja, entre os piores 5% do país — e bem distante da mediana brasileira de 73,2% e da média estadual de 53,5%. Mais preocupante é a trajetória: a cobertura vem caindo continuamente desde 2012 (46,2%), acumulando queda de -41,7% no período, o que indica deterioração estrutural do serviço, não apenas estagnação. A perda de água, embora tenha oscilado fortemente ao longo da série (com picos acima de 85% entre 2011 e 2018), fechou 2024 em 52,2%, quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e superando também a UF (57,3% seria referência semelhante), no percentil 85 — evidenciando ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento.

No manejo de resíduos, a situação é igualmente grave: apenas 49,8% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (65,5%), no percentil 15. Como consequência direta, o destino inadequado de resíduos atinge 43,0% dos domicílios, quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (29,4%), posicionando o município no percentil 88 (entre os piores do país). Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete nas emissões: os GEE de resíduos somaram 10.305 tCO₂e em 2024, com alta constante desde 2010 (+84% no período), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 67.

O balanço de emissões totais de GEE também é preocupante, com 357.817 tCO₂e em 2024, valor 84% superior ao registrado em 2010, posicionando Cantanhede no percentil 74 nacional — bem acima da mediana (138.513 tCO₂e). Chama atenção a volatilidade da série, com picos expressivos em 2020 (724.571 tCO₂e) e 2022 (874.429 tCO₂e), sugerindo eventos pontuais de forte impacto, possivelmente ligados a mudanças de uso do solo. As emissões de energia, embora tenham mais que dobrado desde 2010, permanecem relativamente baixas em termos absolutos (6.681 tCO₂e, percentil 27), indicando que o problema emissor do município está mais concentrado em resíduos e outras fontes do que no setor energético.

Em síntese, Cantanhede combina baixíssima cobertura de saneamento (água e esgoto/coleta) com altas perdas operacionais e destinação inadequada de resíduos, um padrão que se retroalimenta: a fragilidade na gestão de resíduos sólidos contribui diretamente para o aumento das emissões setoriais, enquanto a queda persistente na cobertura de água aponta para necessidade urgente de investimento em infraestrutura. Os registros de eventos hidrológicos (1 cheia e 4 secas em 2016) são pontuais na série disponível, mas reforçam a vulnerabilidade do município a variações climáticas em um contexto de infraestrutura já deficitária.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

26.1%

2024

5
41.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

52.2%

2024

15
34.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.8%

2022

15
46.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.0%

2022

12
34.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

357.817 tCO₂e

2024

26
84.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.305 tCO₂e

2024

33
84.0% no período

Emissões de energia

SEEG

6.681 tCO₂e

2024

73
101.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.