Canto do BuritiPI

19.669 habitantes · IBGE 2202307

IA

Resumo socioambiental

Canto do Buriti/PI apresenta quadro socioambiental preocupante em 2023-2024, com deterioração acentuada nos indicadores de saneamento e um salto expressivo nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu para 50,0% em 2023 (queda de 3,3% frente ao ano anterior), revertendo a trajetória de melhoria observada entre 2010 e 2020, quando chegou a atingir 75,3%. Essa cobertura está bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar do Piauí (92,3%). Paralelamente, a perda de água na distribuição saltou para 61,2% em 2023 (+22,4% no ano), o pior valor da série histórica e mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (23,6%), indicando falhas operacionais graves na rede que provavelmente contribuem para a queda de cobertura.

No saneamento básico, a coleta de esgoto atinge apenas 59,0% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (70,4%), posicionando o município no percentil 24 do país. O destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha recuado de 46,4% para 35,6% entre 2010 e 2022, ainda é mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média do Piauí (26,3%), colocando Canto do Buriti no percentil 81 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência de gestão de resíduos é coerente com o crescimento constante das emissões do setor, que passaram de 7.080 para 10.219 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+44,3%), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O dado mais crítico é o disparo das emissões totais de GEE, que passaram de valores negativos (sumidouro de carbono) até 2020 para 2.479.993 tCO₂e em 2024, um crescimento de 8.195,7% desde 2021. Esse patamar supera em muito a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e coloca o município no percentil 96 do país, sugerindo mudança abrupta no uso da terra ou desmatamento como principal vetor de emissões, já que os setores de energia (50.468 tCO₂e) e resíduos (10.219 tCO₂e) mantêm-se em patamares relativamente estáveis e não explicam o salto.

Em relação a eventos hidrológicos, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 12 registros de seca observada no mesmo ano, valor inferior à média estadual (2.068), mas ainda relevante frente à mediana nacional (0). Diante desse cenário, recomenda-se priorização de investimentos em redução de perdas na rede de água, ampliação da cobertura de esgotamento sanitário e investigação da causa do aumento abrupto de emissões, provavelmente associado a desmatamento ou mudança de uso do solo, para orientar políticas de mitigação e adaptação no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.0%

2023

3.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

61.2%

2023

22.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.0%

2022

24
9.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.6%

2022

19
23.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.479.993 tCO₂e

2024

4
8195.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.219 tCO₂e

2024

33
44.3% no período

Emissões de energia

SEEG

50.468 tCO₂e

2024

30
5.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.