CanudosBA

16.662 habitantes · IBGE 2906824

IA

Resumo socioambiental

Canudos/BA apresenta quadro sanitário frágil e em deterioração recente. A cobertura de água chegou a 63,7% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média da Bahia (83,0%), posicionando o município no percentil 37 do país. Mais preocupante é a coleta de esgoto, que recuou de 69,8% em 2021 para 41,8% em 2024 — queda de 30,3% no período —, ficando abaixo da mediana nacional (59,9%) e mesmo da UF (56,9%). O tratamento de esgoto é 0,0% desde 2016, situação idêntica à ausência de tratamento verificada em todo o histórico disponível, o que expõe um gargalo estrutural grave: mesmo o esgoto coletado não recebe qualquer tratamento antes do descarte, com risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos.

A perda de água na distribuição chegou a 33,4% em 2024, patamar acima da mediana nacional (29,1%), embora próximo da média estadual (34,5%). O salto de 240,3% desde 2010 (quando era de apenas 9,8%) sugere problemas de manutenção da infraestrutura que se tornaram crônicos a partir de 2013 e não foram equacionados. Do lado domiciliar, o Censo 2022 mostra que 32,4% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos — bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), colocando o município no percentil 77 (pior) do país nesse quesito, apesar de queda de 29,8% desde 2010. Essa combinação de baixa cobertura de esgoto, zero tratamento e alto índice de destinação inadequada de resíduos ajuda a explicar por que as emissões de resíduos têm crescido de forma constante, atingindo 7.837 tCO₂e em 2024 (+46% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O indicador mais crítico do dossiê é o total de emissões de GEE, que saltou para 610.514 tCO₂e em 2024 — aumento de 288,4% desde 2010 e de 81% apenas em relação a 2023 —, colocando Canudos no percentil 83 nacional (entre os piores) e muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram, para 26.102 tCO₂e, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), mesmo com potência eólica instalada de 99 MW, estagnada desde 2023 e abaixo da mediana nacional (126 MW) — indicando que a capacidade renovável instalada não tem sido suficiente para conter o avanço das emissões totais do município.

Do ponto de vista climático-hidrológico, o registro de seca de 14 ocorrências em 2016 posiciona Canudos no percentil 93 nacional, evidenciando vulnerabilidade histórica à escassez hídrica — fator que agrava a relevância da alta perda de água na rede e da baixa cobertura de saneamento. Em síntese, o município acumula desafios simultâneos em água, esgoto e emissões, com trajetória recente de piora em quase todos os eixos, exigindo investimento prioritário em tratamento de esgoto, redução de perdas na distribuição e destinação adequada de resíduos como agenda integrada de curto prazo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.7%

2024

37
5.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

41.8%

2024

33
30.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

33.4%

2024

40
240.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.1%

2022

35
24.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.4%

2022

23
29.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

99 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

99 MW

2024

45
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

610.514 tCO₂e

2024

17
288.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.837 tCO₂e

2024

42
46.0% no período

Emissões de energia

SEEG

26.102 tCO₂e

2024

43
2.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.