Canudos do ValeRS

1.687 habitantes · IBGE 4304614

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Resumo socioambiental

Canudos do Vale/RS apresenta quadro socioambiental misto, com avanços notáveis em saneamento hídrico, mas retrocessos em coleta de resíduos e aumento expressivo de emissões em 2024. A cobertura de água atingiu 88,4% em 2024, muito acima do início da série histórica (8,2% em 2013) e superior à mediana nacional (73,2%) e próxima da UF (86,2%), posicionando o município no percentil 74. Contudo, houve queda em relação a 2023 (98,1%), o que merece atenção. A perda de água, por sua vez, está em 14,2% (2024), bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), colocando o município no percentil 12 — um dos melhores desempenhos do país nesse quesito, embora em trajetória de leve alta desde 2020, quando chegou a 0%.

Em contrapartida, o acesso à coleta de resíduos regrediu: apenas 60,6% dos domicílios eram atendidos em 2022, ante 78,5% em 2010, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), no percentil 27. O destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 21,5% para 10,0% no mesmo período, ainda supera o índice da UF (4,5%), indicando que a gestão de resíduos sólidos é o principal ponto de atenção do município, especialmente quando comparada ao desempenho em água.

As emissões totais de GEE saltaram para 105.066 tCO₂e em 2024, alta de 35,1% frente a 2023 e retorno a patamares similares aos de 2013, após anos de estabilidade em torno de 25 a 60 mil tCO₂e — variação provavelmente associada a mudanças no uso da terra, dado o padrão errático da série. Ainda assim, o valor fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 42. As emissões de resíduos (1.016 tCO₂e) e de energia (1.431 tCO₂e) permanecem muito baixas em termos relativos, nos percentis 2 e 4 respectivamente, reforçando que o desafio ambiental do município está mais ligado à cobertura de serviços do que ao volume de emissões setoriais.

Por fim, os registros de eventos extremos em 2016 (2 cheias e 3 secas) posicionam o município acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), ainda que distante dos volumes absolutos da UF. A ausência de dados mais recentes sobre eventos climáticos limita a análise de tendência, mas sugere a necessidade de monitoramento contínuo, sobretudo diante da fragilidade already identificada na gestão de resíduos, que pode agravar impactos de eventos hidrológicos futuros.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.4%

2024

74
985.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

14.2%

2024

88
71.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.6%

2022

27
22.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.0%

2022

61
53.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

105.066 tCO₂e

2024

58
35.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.016 tCO₂e

2024

98
36.9% no período

Emissões de energia

SEEG

1.431 tCO₂e

2024

96
13.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.