CapanemaPR
21.022 habitantes · IBGE 4104501
Resumo socioambiental
Capanema/PR apresenta saneamento em estágio intermediário, com sinais de estagnação recente. A cobertura de água chegou a 79,3% em 2022, abaixo do pico de 82,8% registrado em 2021, ficando próxima da mediana nacional (76,5%) mas bem distante da média paranaense (96,1%). A coleta de esgoto atingiu 84,0% em 2021, e o tratamento alcançou 63,8% em 2022 — este último superando com folga a mediana do país (37,7%), embora ainda abaixo do patamar estadual (78,7%). Chama atenção o fato de o município operar com apenas 1 ETE, mesmo número da mediana nacional, o que sugere que o avanço no tratamento depende fortemente da capacidade dessa única unidade, um ponto de vulnerabilidade operacional a monitorar.
A perda de água na distribuição, de 27,7% em 2022, está em nível próximo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), mas representa alta em relação aos anos de 2019-2021, quando o índice rondava 26-31% após ter caído para patamares de 15-20% entre 2009-2011. Essa reversão indica possível deterioração da infraestrutura de distribuição, que merece atenção já que compromete a eficiência dos ganhos obtidos em cobertura. Pelo lado dos domicílios, a coleta de resíduos chegou a 74,8% em 2022, e o destino inadequado caiu para 18,5%, uma redução expressiva desde 2010 (27,2%), embora ainda acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do padrão paranaense (5,6%).
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 160.340 tCO₂e em 2024, queda de 16,2% frente à série histórica e recuo acentuado após o pico de 2021 (303.298 tCO₂e), ainda que acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Em contraste, as emissões de resíduos saltaram 129,7% desde 2010, atingindo 10.687 tCO₂e em 2024 — bem acima da mediana do país (6.191 tCO₂e) e no percentil 68. Esse crescimento contínuo das emissões de resíduos, mesmo com a melhora na destinação domiciliar, sugere que o aumento da coleta pode estar direcionando maior volume a disposição final geradora de metano, reforçando a necessidade de avaliar alternativas de tratamento e aproveitamento energético dos resíduos.
Do ponto de vista hídrico, o município concentra potência hidráulica elevada (175 MW, percentil 88 nacional), o que eleva sua relevância energética regional, mas também sua exposição a eventos de seca — foram registrados 4 episódios em 2016, situando Capanema no percentil 72 do país nesse indicador, contra 0 registros de cheia no mesmo ano. Em conjunto, os dados apontam avanços consistentes em tratamento de esgoto e redução de destino inadequado de resíduos, mas alertam para a necessidade de investimentos em manutenção da rede de água e em gestão de resíduos sólidos, de modo a conter perdas físicas e emissões associadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
69.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
46.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
64.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
34.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
175 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
175 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
160.340 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.687 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
42.704 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
